terça-feira, 9 de junho de 2009

Ser apreciado ou ser amado?


Bem, vou tentar transformar em palavras o que está em minha mente e coração. Nem sempre é fácil fazer isso. Já perceberam? Muitas vezes as coisas estão bem claras no seu interior, mas torna-las claras para os outros nem sempre é fácil. Mas, vamos lá! Penso que a maior necessidade que temos, que o ser humano tem, é de ser amado e de amar. Fomos criados para isso. Acredito que fomos criados por um Deus pessoal que existe em uma comunidade de três pessoas que se amam o tempo todo e de tal maneira que se tornam um. Acredito que o ser humano foi criado para participar disso. Por outro lado, apesar dessa ser a nossa maior necessidade, nos desconectamos dessa fonte de amor e isso trouxe-nos sérias conseqüências. Nossa sociedade, por não saber amar, propõe que encontraremos o que procuramos se formos apreciados. Apreciação é uma busca frenética de nosso século. Queremos ser reconhecidos, queremos ser aplaudidos, queremos....., queremos ser amados! Mas, achamos que o amor é algo que vamos conquistar a medida que formos reconhecidos e apreciados. Contudo, apreciação e amor, não são a mesma coisa, e nem sempre combinam. Qual é o alvo em seus relacionamentos? Ser amado, ou ser apreciado? Bom, como disse, na minha mente isso está muito claro, mas ainda, talvez, não esteja maduro o suficiente para eu transformar em palavras, mas, está ai!!! O que pensam? O que dizem sobre isso?
Abraços,

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Servindo por amor.


Em Lucas 15.11-32 encontramos a história do pai e dos dois filhos. Nessa parábola de Jesus o pai reparte a herança entre seus dois filhos. O filho mais novo vai embora e o mais velho fica em casa e continua trabalhando e servindo ao pai. Sempre falamos do filho mais novo que retorna para casa e como o pai o acolhe, mas quero convidá-lo a pensar na atitude do filho mais velho e como o pai lidou com ela.

Apesar do filho mais velho ter ficado na casa do pai e servi-lo, ele o fazia por medo e obrigação e não por amor. Talvez achasse que tinha que de alguma maneira mostrar ao pai que era digno do seu amor, que era digno de receber a herança que o pai lhe dera. O fato é que Jesus coloca na história, nos lábios do filho mais velho, o seguinte: "Olha! Todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens."

E você? E eu? E nós? Como é que enxergamos e lidamos com o privilégio de nos relacionarmos com Deus e servi-lo. Como uma obrigação? Como um esforço que temos que fazer? Com o objetivo de Deus reconhecer nosso esforço e entender que somos merecedores de suas dádivas?

Ou o fazemos por amor! Com a certeza de que o Pai, em Jesus, nos resgatou, e já nos deu tudo o que é dele? Todo seu amor, toda a sua graça e o privilégio de sua presença, e viver para glorificá-lo é um grande prazer para nós?

"Quando trabalhamos para Cristo por obrigação, parece trabalho, mas, se amamos Jesus de fato, nosso trabalho é uma manifestação desse amor, e se parece mesmo com amor." (Francis Chan).

terça-feira, 19 de maio de 2009

Eu tenho um sonho


Todos os dias meu coração é desafiado a não me conformar ao que convencionalmente aprendemos que a igreja é. Quero ser um seguidor de Jesus Cristo e quero ver a igreja, como uma comunidade de seguidores de Jesus Cristo.

A tempos tomei a decisão de que não quero estar comprometido com qualquer realidade de igreja menor do que a realidade de uma igreja missional. Missional é apenas uma expressão moderna para denotar a idéia central das Escrituras de que a igreja é em sua essência missão. Uma comunidade de seguidores de Jesus servindo ao mundo.

E você? Com que tipo de igreja você se anima ou quer estar envolvido? Qual seu sonho? Martin Luther King Jr, certa vez disse: "Eu tenho um sonho!" Eu também tenho partilhado de um sonho:

"O sonho de ver um dia os vários lugares onde pessoas se reúnem para adoração a Deus, cheios de pessoas que ficarão acordadas à noite, por estarem preocupadas com seres humanos que foram criados a imagem de Deus. Cristãos que se preocuparão com os corpos maltratados e as almas feridas, com futuros sem esperança e a eternidade daqueles que estão indo para o inferno, que é uma vida de total separação de Deus. Sonho com o dia em que as pessoas que se dizem seguidoras de Jesus, se reunirão no nome dele e estarão tão cheias do amor do Pai que sairão, espalharão esse amor e estenderão mãos sadias em direção a pessoas de "mãos ressequidas" - orando, treinando e encorajando-as a andar em plenitude de vida. Sonho com centros de adoração, "espaços de vida", cheios de pessoas que amam radicalmente, cujo foco seja o outro e não a si mesmas, e que compartilham a vida de Cristo com naturalidade e entusiasmo. É com isso que sonho."

E é por isso que, mesmo muitas vezes não compreendido, mesmo que muitas vezes falhando, procuro viver.

Oro para que cada um de nós deseje e trabalhe para viver assim.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Vivendo graciosamente


O padrão de vida que Deus nos propõem em Jesus Cristo é a graça. Muitos conceitos que temos não são compreendidos de modo prático em nosso viver diário e penso que a graça é um deles. Como podemos viver pela graça? Como é que a graça influencia o nosso viver diário? Em Tito 2.11-12 o apóstolo Paulo escreve o seguinte: "Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente."Conforme esse texto a graça de Deus nos capacita a viver de uma maneira radicalmente atraente no nosso dia-a-dia. Praticamente vejo que isso aplica-se a nós a medida que entendemos que caminhar como seguidores de Jesus Cristo é caminhar para fora de nós mesmos. A graça é uma expressão do amor e o amor é um transbordar da graça em direção ao outro. Seguidores de Jesus Cristo deveriam ser pessoas conhecidas por essa realidade. Pela expressão de gentileza para com o outro, de cuidado para com o que sofre, de atenção para com as pessoas que passam por nós. Será que sabemos o nome do atendente da farmácia? Quando paramos para abastecer nosso carro olhamos nos olhos do frentista do posto de gasolina? Paramos para cumprimentar nossos vizinhos e saber um pouco de sua história? Mostramo-nos acolhedores e misericordiosos para com as pessoas? O Reino de Deus é a expressão dessas e muitas outras realidades na vida do dia-a-dia de gente que se diz seguidores de Jesus Cristo. Para isso, eu e você precisamos aprender a viver para fora de nós mesmos, e para viver assim precisamos estar em uma relação de amizade e intimidade com Deus, de modo que a vida dele transborde de nós.
Siga em frente!!!!!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Cinza


Escrever não é fácil! Procurar tornar claro para as pessoas e para vocês mesmo o que está em sua mente, mais desafiador ainda, em sua alma, não é uma tarefa fácil. Geralmente fazemos uma leitura do mundo e da vida a partir de uma cosmovisão que temos e que geralmente foi adquirida, nos foi passada. Não há nada de errado com isso, se formos coerentes com a nossa cosmovisão. O problema é que muitas vezes não refletimos, não pensamos o suficiente para de fato defendermos nossa cosmovisão, apenas a reproduzimos. No campo da religião aprendemos que a vida tem sentido em Deus, que ela é relevante, significativa e cheia de plenitude, pelo menos dentro da religião cristã. O que não percebemos ou não sabemos lidar é com os momentos de nossa vida onde a tonalidade se desbota. Onde a cor é perdida. Onde tudo se torna cinza. O que fazer? Como viver com a fé e com os fundamentos do que aprendemos sobre Deus nesses momentos? Você sabe me responder? Já se perguntou? Ou finge que nunca vive momentos assim? Porque, a final de contas, em Cristo somos mais do que vencedores! Somos?!? Sempre?!? Sejamos honestos, há vales cinzentos em nossas vidas. Se não há na sua, há na minha. Como eu os vivo? Não sei, estou tentando aprender. Uma convicção que procuro manter nesses momentos é que mesmo que possa não parecer, mesmo que seja o mais absurdo das probabilidades, mesmo que eu não sinta, sei e confio que Deus está comigo ali. Ainda que eu ache que ele não está, sei que está. Confuso? Não, sem cor! Cinzento!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

"A igreja quebra galho da Videira x a igreja corpo de Cristo


Hoje li um pequeno artigo escrito por Caio Fábio, com o seguinte título: "A igreja quebra galho da Videira". Lamentei por ver como alguém que reflete de modo tão singular tenha sido tão superficial e limitado em sua reflexão. Respeito muito Caio Fábio, pois ele foi alguém que abençoou a minha geração e ele foi uma das pessoas que me ajudou a ver a igreja para além da instituição religiosa. Contudo, nesse pequeno artigo, toda a sua reflexão na perspectiva da igreja a configura como uma mera instituição religiosa. Podemos dar forma e interpretação a nossas palavras como desejamos. A citação de que "não existe salvação fora da igreja", vista e tecida como um argumento que retira os cristãos da dependência de Jesus e as coloca na dependência da instituição é verdade, mas em parte. Para ser justo é preciso também dizer que a igreja, conforme apresentada nos evangelhos, no embrião da comunidade de discípulos que cercam Jesus, e no livro dos Atos dos Apóstolos e epístolas, é vista como o próprio corpo de Cristo, e nesse sentido, não há mesmo salvação fora da igreja. Não da igreja instituição, mas da igreja que é composta por homens e mulheres, crianças, jovens e idosos, que não se vêem como pessoas perfeitas, que compreendem que somos todos nivelados pela cruz e que, de modo honesto, desejam aprender a ser o povo de Deus na terra, os galhos ligados a Videira e que por estarem todos ligados a mesma Videira, sendo cuidados pelo mesmo Deus, mediante a sua Palavra e seu Espírito, que lideram e dirigem a vida e o desenvolvimento desses ramos, através daqueles que o próprio Agricultor chama e levanta como "apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres", atuam para a edificação dos santos que, junto com eles, são ramos dessa Videira, que é o Corpo de Cristo, a igreja. É verdade que muito da instituição nos rouba a visão clara do que a igreja é, mas não é verdade que a solução para isso seja simplesmente não fazer parte dela. No Caminho....

sábado, 4 de abril de 2009

Nossos conceitos de Deus


É incrível como nos sentimos desconfortáveis em relação a Deus. Sim, desconfortáveis! Talvez você possa discordar de mim em um primeiro momento, dizendo que você acredita em Deus, confia nele, e que Deus é Pai. Contudo, pare e pense! De que Deus você está falando? Do Deus que a sua religião te apresentou? Do Deus da crendice popular? Do Deus que os conceitos teológicos sistematizados nos livros? De que Deus? No Evangelho de João, logo no primeiro capítulo, somos informados de que só existe um ser que é capaz de revelar de modo consistente a Deus para a humanidade, esse alguém é Jesus Cristo, porque conforme João nos diz, ele já estava com Deus no princípio e ele é o próprio Deus. Agora pare novamente! Se você nunca leu os registros dos Evangelhos que estão contidos no Novo Testamento, eu o desafio a ler. Se já leu, re-leia. Olhe para a vida de Jesus de Nazaré e responda para você mesmo se ele não quebra todos os conceitos que temos acerca de Deus. Todos os conceitos que a religião nos apresenta sobre Deus. Vou te dar um exemplo apenas, a fim de fazer você ficar curioso, o que aprendemos é que Deus está relacionado a religião e que nós o encontramos na "igreja" (em um templo), contudo, se você prestar atenção, verá que o lugar aonde Jesus menos esteve em seus anos de vida na terra, foi em um templo. Pense nisso.....