quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Fim de ano, mas a vida continua....


Olá pessoal.
Com a graça de Deus consegui tirar 10 dias de folga. Foi um tempo muito bom. Viajei bastante, visitei amigos queridos e desfrutei com minha família de um tempo muito bom de relacionamentos. Mas, gostaria de aproveitar este último dia do ano, para deixar registrado minha última reflexão de 2009. O ano está terminando, mas a vida continua. É engraçado e ao mesmo tempo sábio olhar para o final de um ano. Engraçado, porque as pessoas acham que um simples mudar de dia pode renovar toda a sua vida, mas é sábio, porque quando lidamos com o tempo desta maneira podemos estabelecer marcos que fecham ciclos para começarmos um novo momento.
Contudo, a grande questão não está em meramente mudar de um ano para o outro, mas em mudar atitudes em nosso coração. Hoje acordei com esta convicção. A convicção de que Deus está me chamando para mudar algumas coisas em minha vida: pensamentos, hábitos, vícios, posturas, atitudes, sentimentos, quantas coisas temos para mudar em nossa vida! Há um texto em Jeremias 33.3 que diz o seguinte: "Clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece". Uau! Que promessa tremenda é esta de Deus a Jeremias. Será que esta é uma promessa que ele deseja cumprir para minha vida e a sua? Eu acredito que sim.
Acredito que Deus é um Ser relacional que quer se revelar a nós. Este é meu desejo, conhecê-lo. Quero que tudo o que me atrapalha alcançar este objetivo seja colocado de lado. Meu ano está acabando, mas minha vida continua e desejo que ela continue crescendo em intimidade com Deus. E você?
Em Isaías 43.18-19 Deus nos convida para deixar o tempo que passou para trás e olhar para o futuro: "Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não a reconhecem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo". Deus está sempre fazendo algo novo. Através de Jesus Cristo, através de sua cruz, ele nos deu nova vida e a cada dia ele nos conduz a algo novo, não no sentido de modismo, mas no sentido de uma nova experiência com Deus. Eu quero ser conduzido para um novo ano por este Deus que faz coisas novas e quero participar do que ele está fazendo de novo na história e na vida de muitas pessoas.
Desejo a você um novo ano e um ano novo.
Que neste ano, Deus caminhe conosco revelando-se cada vez mais a cada um daqueles que o buscarem de verdade.
No caminho,

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Tributo a Okuyama


Usarei este post para falar sobre uma das pessoas que mais influenciou e ainda influencia a minha vida.
"Pedro"Isokichi Okuyama. Ele é meu "sensei de coração". Eu acho incrível a maneira que Deus atua em nossa história para nos guardar e preservar e para ir nos conduzindo aos propósitos dele, mesmo quando estamos indiferentes a ele.
Para este post ter sentido vou ter que contar um pouco de história, na verdade, um pouco da minha história. Eu desde pequeno, talvez por ter sido muito franzino e doente quando criança, sempre gostei muito de artes marciais. Eu era fã dos filmes do "Besouro Verde", devido ao "Kato" o mordomo chinês do herói "Besouro Verde". Kato era interpretado por Bruce Lee, que na época ninguém imaginava que viria a ser o ícone do cinema de artes marciais como veio a ser. Quando mais velho eu não perdia uma estréia de algum filme novo de Kung Fu que fosse lançado no cinema, a não ser os que eram proibidos para menores, pois naquela época tinha censura, he...he...
Bem, aos 12 anos minha mãe permitiu que eu começasse a treinar Judo e me matriculou no Centro Ribeirão Pretano de Judo. Treinei por dois anos Judo, chegando a faixa amarela, mas o que me fascinava mesmo era o Karatê. Um dia encontrei um livro em uma banca de jornais sobre Karatê com muitas explicações e fotos de um japonês e comprei e comecei a treinar em casa. Em seguida comprei um outro livro intitulado "Karatê Junior" e também comecei a tentar imitar o que via ali. Isto foi feito em paralelo ao meu treinamento de Judo.
Quando eu estava com 14 anos, vi em um dos jornais da cidade de Ribeirão Preto uma matéria com uma foto dizendo que a academia de Karatê Butoku-kai estava em um novo endereço. Aquilo encheu meus olhos. Minha mãe achava Karatê muito violento e não me deixava treinar, mentia para mim dizendo que só maiores de 18 anos é que poderiam treinar Karatê, isto quando eu era menor.
Naquela semana peguei minha bike e fui até o endereço no centro da cidade, Rua Duque de Caxias esquina com Rua São José. Quando cheguei, um cara estava em uma escada arrumando a placa do Dojo, mais tarde eu iria conhece-lo melhor, seu nome era Ícaro e ele era um faixa marrom, um dos Karatecas mais fortes que já conheci. Ele me cumprimentou e disse que eu poderia entrar. Na sala de entrada estava atrás de uma escrivaninha uma senhora, que me atendeu com cordialidade. Seu nome Susana, ou Dna Susana como nós a chamávamos e mais tarde eu iria saber que ela era esposa do Sensei Okuyama.
Ela me passou os horários e eu me matriculei com um dinheiro que tinha guardado de trabalhos esporádicos que fazia. No dia seguinte cheguei na parte da manhã para treinar. Quando entrei, dei de cara com Sensei Okuyama, que me parecia alguém familiar, e só mais tarde é que fui associar que ele era o japones do livro que eu havia comprado a dois anos atrás....risos.
Sensei Okuyama, de poucas palavras, me cumprimentou, chamou um faixa roxa, que o pessoal chamava se Sergião, e mandou que ele me desse a primeira aula. Eu e Sergião nos tornamos bons amigos.
Nos primeiros 3 meses frequentei as aulas da turma das 9h da manhã, mas como eu já vinha praticando pelos livros eu aprendia rápido e, então, comecei a treinar com o pessoal das 7h da manhã, sob o ensino de Okuyama. Na Botuko-kai fiz bons amigos: Eli, Ronaldo, Sidiney, entre outros, mais tarde veio o Roberto Santana.
Bem, assim comecei minha trajetória no Karatê. Contudo, o alvo aqui não é falar do Karatê em si, mas de como Deus usou a vida de Okuyama Sensei para seus propósitos em minha vida.
Eu só estudava, e amava Karatê, logo comecei a passar a manhã toda no Dojo e ir na parte da tarde também. Isto me proporcionou não apenas a oportunidade de treinar Karatê, mas de ir me tornando mais próximo do Sensei Okuyama e através da vida dele e do conhecimento que ele tinha do Budô minha vida foi radicalmente transformada.
Com Sensei Okuyama aprendi o sentido da palavra foco e também disciplina. Aprendi a ser dedicado ao que faço e a honrar as pessoas e suas histórias. A fidelidade dele a seu Sensei, o Professor Okuda, como Okuyama dizia, era algo extraordinário. Com isto aprendi a ser fiel a meus Sensei e Sempais.
Quando eu comecei no Karatê, Sensei Okuyama era um shintoista, ele não acreditava em um Deus pessoal, mas entendia que Deus era uma energia que estava em todas as coisas. Com o passar do tempo Deus foi se revelando mais e mais a ele e hoje ele é um seguidor autentico de Jesus Cristo e o mesmo ímpeto e dedicação que ele tinha ao Karatê ele tem ao Senhor Jesus.
Ainda hoje eu encontro com meu Sensei e ele continua me orientando e ensinado, e o que ele me diz, sobre Karatê está dito. Entre muitas outras coisas, Deus usou Pedro Okuyama para me manter afastado de confusões e das drogas, por exemplo, pois ele sempre dizia que o verdadeiro Karatê só devia ser usado em última instância e em caso de vida ou morte, e por isto devíamos nos desviar do perigo.
Minha admiração por ele era tamanha e eu desejava tanto ter um Karatê "forte" como eu acreditava que era o dele que eu queria treinar cada vez mais e fazia tudo que ele me dizia. Ele disse que eu deveria dormir cedo nos finais de semana para estar inteiro para os treinos e por isto eu deixei de sair para as farras. Disse que eu não deveria beber muito, pois isto tirava a energia e eu parei de tomar cerveja quando saia. Assim, comecei a ir as reuniões de jovens da Igreja Presbiteriana em Rib. Preto e fui alcançado pelo Evangelho de Jesus Cristo.
Sou muito grato a Deus pela vida de Okuyama Sensei. Sou grato a Deus por ele ter me presenteado com a oportunidade de aprender Karatê com um verdadeiro "budoka" (guerreiro). Assim, neste post deixo meu tributo a meus Sensei de coração: Pedro Isokishi Okuyama. Com ele aprendi honra, determinação, máxima força sempre, nunca desistir, gentileza e respeito.
A você meu querido Sensei eu digo:
OSS!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Bênção


Chegamos no mês de Dezembro e com ele chegamos em mais um final de ano. Entra ano e sai ano e muitas pessoas continuam vivendo da mesma maneira, repetindo os mesmos processos, levando uma vida ao longo de todo um novo ano, repetindo as mesmas coisas, esperando que, de alguma maneira sua vida seja diferente, para constatar em mais um ano que chega ao fim, que tudo continua exatamente igual.
Meus pensamento pode parecer "fúnebre" em um primeiro momento, mas se você parar e pensar um pouco verá que eu tenho razão, pelo menos em relação a muitas pessoas. A questão que está em pauta aqui é que este padrão se estabelece e estende-se por nossas vidas, porque vivemos com o foco errado.
Conforme o que a espiritualidade bíblica nos ensina, o objetivo final de nossa vida como seres humanos é glorificar a Deus e ter nele nosso prazer. Em um dos ensinos da Igreja Cristã Reformada isto é posto da seguinte maneira: "Qual é o fim principal do homem? O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre". Na Bíblia isto é apresentado da seguinte maneira: "Venham! Bendigam o Senhor todos vocês, servos do Senhor, vocês, que servem de noite na casa do Senhor. Levantem as mãos na direção do santuário e bendigam o Senhor!" (Salmo 134.1-2)
O ser humano foi criado para adorar a Deus! Fomos criados para nos relacionarmos com Deus e para bendizermos ao Senhor, falar bem dele, e viver de uma maneira que ele seja glorificado através de nossa vida. Quando fazemos isto nossa existência ganha sentido. Conforme este Salmo bendizer é tanto um convite como uma ordem. O final da estrada do discipulado é adoração, quando tudo terminar o que faremos por toda nossa eternidade será bendizer ao Senhor por quem ele é e pelo que ele fez por nós: "De Sião os abençoe o Senhor, que fez os céus e a terra!" (Salmo 134.3).
E pelo fato do final ser adoração ela se constitui no próprio meio e combustível para a vida daqueles que seguem se relacionando com Deus através de Jesus Cristo. Sabemos quem somos e sabemos quem Deus é, sabemos o que ele fez por quem somos, através de quem ele é em Jesus Cristo. E isto deveria encher o nosso coração de gratidão e louvor.
A palavra que a Bíblia usa para tudo isto é: BÊNÇÃO!
Somos abençoados pelo Senhor, e isto se chama graça, e respondemos ao Senhor bendizendo-o (abençoando-o, é a mesma palavra no original), e isto se chama gratidão. Graça e gratidão! Duas palavras que andam juntas, dois movimentos que são forças correspondentes. Se vivemos conscientes de que somos pessoas agraciadas por Deus, então, a cada ano nossa vida ganha novo impulso, nova força, novo progresso, novos alvos, para continuarmos seguindo em obediência pelo mesmo caminho do discipulado, mas que a cada final de ano, nos leva a perceber quantas mudanças ocorreram em nós e através de nós, devido as bênçãos de Deus.
Somos abençoados para abençoar, e quando abençoamos bendizemos a Deus. Em tudo o que fazemos, se já estamos em Jesus Cristo, somos expressão da bênção que Deus tem concedido a cada um de nós. Bênção não retida, mas compartilhada a medida que adoramos a Deus, erguendo nossas mãos para bendizê-lo e para abençoar os seres humanos ao nosso redor.
Espero que você chegue neste final de ano com esta constatação: pela bênção de Deus estou hoje um pouco mais parecido com Jesus do que estava o ano passado.
No Caminho, antecipando o Reino, até que ele chegue plenamente!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Viver a vida


A vida! Todos nós temos um grande desafio quando pensamos em viver a vida, mas se você é uma pessoa que está procurando viver a vida fundamentada na perspectiva de ser um seguidor de Jesus Cristo, então, seu desafio é maior. Será? Muitas vezes achamos que ser um cristão (um seguidor de Jesus Cristo) no passado era mais fácil do que hoje, ou mais difícil. Contudo, na verdade não era nem mais fácil e nem mais difícil. Não é nem mais fácil e nem mais difícil ser um cristão do primeiro século ou do século XVI, ou ser um cristão na China, ou nos Estados Unidos, ou no interior do Nordeste, ou em um grande centro como São Paulo. Isto porque o caminho do discipulado, que é o caminho da fé cristã, trata com as realidades concretas de qualquer época e de qualquer lugar.
Contudo é preciso entender que existe sim diferenças entre um tempo e outro e um lugar e outro que podem gerar alguns problemas especiais para a vida cristã. Um destes problemas é quando a sociedade ou a cultura toma uma postura ou tentação que sempre foi contrária aos valores básicos da vida social e passa a validar isto como sendo aceitável e natural. Em nossa sociedade contemporânea uma das tentações que recebeu esta aprovação social é a ambição, ou o orgulho.
Sempre houve na história humana pessoas orgulhosas, soberbas e ambiciosas. O que difere estas realidades no nosso contexto contemporâneo é que nossa sociedade passou a ver a ambição como uma virtude, ao invés de uma tentação. Como diz Eugene Perton: "Fomos apanhados num modo de vida que, em vez de se deleitar em descobrir o sentido de Deus e buscar saber as condições nas quais as qualidades humanas melhor podem ser realizadas, com arrogância desafia os relacionamentos pessoais e só fala o nome de Deus quando maldiz." Eu acrescentaria e quando precisamos de alguma coisa.
Somos treinados por nossa sociedade a achar que temos que fazer a nossa vida funcionar. Que uma vida boa é aquela que acontece conforme nossos desejos e expectativas e que devemos lutar para fazer com que as coisas aconteçam do jeito que desejamos e planejamos custe o que custar, pois afinal de contas, estamos em busca de nossa felicidade e queremos viver bem.
O que precisamos compreender, no entanto, é que nossa vida só é "vivida bem", quando é vivida nos termos da criação. Só viveremos bem se aceitarmos que Deus nos ama e estivermos abertos para recebermos seu amor. Só viveremos bem se reconhecermos que Deus é o criador e que nós somos as criaturas. Só viveremos bem com Deus se revelando e nós compreendendo sua revelação. Só viveremos bem com Deus mandando e nós obedecendo.
Viver a vida como um cristão significa que nós aceitamos os "termos da criação", aceitamos que Deus é o nosso criador e redentor, e desejamos crescer dia a dia em sua vontade nos tornando cada vez mais parecidos com Cristo, desenvolvendo nossa alegria e satisfação no Senhor, experimentando e estendendo seu amor e amadurecendo na paz de Cristo.
Cito Peterson mais uma vez, pois se queremos viver a vida é preciso entender que : "Não temos um Deus para sempre e sempre satisfazer nossos caprichos, e sim um Deus a quem confiamos nossos destinos."
No Caminho,

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Igreja


Hoje quero escrever sobre um assunto que me apaixona, mas que ao mesmo tempo é um dilema.
Sim, refiro-me a Igreja. Dentre tantas coisas que faço, acho que aquilo que me define é que sou um "pastor/missiólogo". Como pastor, meu coração está sempre pensando na igreja, e como missiólogo minha mente está sempre voltada para o que a igreja é na essência de sua vocação.
Quando usamos esta palavra, Igreja, hoje em dia, as mais variadas percepções e idéias vem a mente das pessoas. O fato é que ao longo dos anos o conceito que a Bíblia nos apresenta sobre a igreja foi sendo perdido a ponto de hoje, quando abrimos um dicionário e procuramos pela palavra igreja o que encontramos como definição é "um lugar para adoração pública". "Um lugar"! Mas veja, na perspectiva bíblica, a igreja não pode ser definida como um lugar, ela é definida como o ajuntamento de pessoas que estão comprometidas com o governo de Deus através de Jesus Cristo sobre as suas vidas.
A igreja é, portanto, uma comunidade de discípulos, que são pessoas que reconheceram sua desconexão com Deus, se arrependeram disto, e aceitaram que através do sacrifício de Jesus Cristo e sua ressurreição, eles podem voltar a conexão com Deus, e então passam a viver a suas vidas para que os propósitos de Deus para a humanidade se manifestem através deles.
Quando abrimos a Bíblia a visão e exemplos que encontramos ali sobre a igreja são de natureza orgânica e não estrutural. A igreja é o "Corpo de Cristo" é um "santuário feito de "pedras vivas" para a habitação de Deus, são ramos ligados a Videira verdadeira, uma semente lançada no chão que se torna uma árvore, uma família (veja os conceitos de família que aparecem como irmãos, irmãs, pai, mãe, noiva, etc).
Assim, em nenhum lugar do Novo Testamento encontramos uma palavra que conceitue a igreja como um lugar aonde as pessoas vão. A igreja não é o lugar, mas o grupo de pessoas que se reúnem em obediência, submissão e adoração a Deus através de Jesus Cristo. Por isto mesmo, o conceito de igreja é algo dinâmico, podemos pensar a igreja tanto na dimensão do povo reunido para adoração, serviço e comunhão, como o povo espalhado em serviço e missão ao mundo.
A palavra que tem sido usada para tentar dar alguma substância a igreja focada na perspectiva bíblica é "missional". Ser missional, ou ser uma igreja missional, nada mais é do que ser uma igreja que é formada por pessoas que realmente reconhecem que estão vivendo debaixo da liderança de Deus através de Jesus Cristo e que estão comprometidos com a missão de Deus no mundo.
Quando pensamos a igreja a partir de um lugar, então, nossas ações e estratégias se limitam a linearidade, programações, eventos especiais, e manutenção de estruturas. Quando pensamos a igreja a partir de um povo missional, então, nossas ações e estratégias estendem-se para além do local que nos reunimos, dos dias de semanas que a igreja tem programações, para o dia-a-dia de cada um de seus membros, que, como seguidores de Jesus Cristo, estarão comprometidos em viverem debaixo da sua vontade e disponíveis para cooperarem com o Espírito Santo de Deus na missão redentora de Jesus no mundo.
Amo a Igreja! E por isto mesmo, oro e insisto continuamente que precisamos ver que tipo de "vinho" estamos tomando e oferecendo para as pessoas tomarem. Será que é mesmo o "vinho novo" do Evangelho do Reino? Ou é o "vinho velho" e saboroso das nossas tradições, sejam elas seculares ou religiosas?
Valeu!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Evangelho


"Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: O justo viverá pela fé."
O Evangelho é a boa notícia que Deus tem para nós. Esta boa notícia está relacionada a duas dimensões, a Lei e a Graça. Uma maneira diferente de se dizer isto é que o Evangelho é composto por uma boa notícia que é precedida por uma má notícia. Confuso? Parece, mas não é. Na verdade, embora não seja confuso, não é atrativo para a nossa sociedade, ou, para o ser humano caído. A dimensão da "má notícia" é executada pela Lei. A Lei de Deus nos expõe a consciência de que por conta própria não podemos nos justificar. A Lei nos coloca de joelhos diante de Deus, nos levando a admitir toda nossa falência e impropriedade. A "boa notícia" é expressa pela Graça. A Graça é o oferecimento da Justiça de Deus em Jesus Cristo. Ou seja, aquilo que não somos capazes de fazer por conta própria diante de Deus é executada por Jesus Cristo em nosso lugar. Se a Lei serve para nos colocar de joelhos diante de Deus, a Graça nos coloca de pé. Ao nos prostrarmos diante da cruz de Cristo, admitindo nossa limitação, independência e orgulho diante de Deus, somos perdoados pela oferta de amor expresso por Deus em Jesus Cristo, e, justificados por este amor, nos colocamos de pé para agora vivermos para aquele e naquele que por nós morreu e ressuscitou. Você já experimentou a realidade deste maravilhoso Evangelho na sua vida? Isto é feito pela fé. A aceitação de que as coisas são do jeito que Deus diz que são.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Reflexões


Olá pessoal!

Preciso confessar que não ando muito inspirado para escrever. Tenho pensado em muitas coisas e analisado muitas situações e a Palavra de Deus diz que devemos ser cuidadosos para não julgar, pois com a medida que julgarmos também seremos julgados. Mas estou escrevendo isto porque não consigo deixar de refletir sobre a falta de um real compromisso e anseio por Deus e pela missão de Jesus na vida de muitas pessoas que se dizem seguidoras de Jesus Cristo. É impressionante como nós temos o poder de nos enganarmos e nos iludirmos. Como é difícil para o ser humano conseguir entender que todo o seu problema passa pelo pecado. Sim, por esta postura que temos de querer reger e governar a nossa própria vida, e pelo desejo que temos de que tudo seja feito segundo nossa vontade. Bom, a única maneira de vivermos a nossa vida com Deus é quando nos rendemos de verdade ao seu amor manifestado em Jesus Cristo e passamos a ser uma nova criação, que agora vive para aquele que por nós morreu e ressuscitou. Bem, eu nem sei porque estou tentando escrever isto aqui, talvez seja apenas por ter notado que já faz muito tempo que não escrevo algo, talvez seja porque Deus esteja querendo falar algo através de mim, ou para mim, que eu ainda não consegui entender.

Bem, vamos pelo caminho, afinal de contas a proposta de meu blog é este mesmo, para pessoas que estão tentando seguir Jesus em um mundo pós-moderno.

Beijo no coração!