Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Soberania


Olá pessoal.
Bom, hoje eu vou tratar de um prolegômeno que faz muita gente ficar extremamente inconformada com Deus. Vamos falar sobre soberania de Deus. Esse é um tema controvertido devido ao fato de que na Queda o ser humano decretou (supostamente) a sua independência. A idéia do ser humano é que ele é um ser com vontade soberana que deve ser respeitada. No contexto da religião isso levou o ser humano a "criar" muitos "deuses" a sua imagem e semelhança. Sim, mesmo no contexto do cristianismo, e mesmo o cristianismo protestante evangélico, muito do que se pensa e se fala sobre Deus, não tem nada a ver com o Deus que se revela na Bíblia e que se revelou em Jesus Cristo. Nos capítulos 9 a 11 de Romanos, o apóstolo Paulo trata do tema da soberania de Deus. Esses capítulos são pouco lidos, pouco usados em nossas reuniões de oração, ou encontros de estudo bíblico, e não são pregados, se são, você vai contar nos dedos quem já pregou. Por falar nisso, você se lembra de ter ouvido uma pregação ou ensino desses capítulos alguma vez? Bem, em síntese o que o apóstolo Paulo diz nesses capítulos é que Deus é quem é soberano e não o ser humano. Ele faz as coisas do jeito dele e não do nosso. E ele não se deixa prender aos nossos estratagemas, como que se tivesse obrigação de responder as nossas expectativas. Uau!! Não desista agora! Não pare de ler! Quero que você pense na lógica disso. Se Deus existe, e se ele é Deus, então, não há nada mais lógico do que nós seres humanos entendermos que não podemos resistir a ele, não podemos mudá-lo, não podemos dominá-lo, não podemos brincar com ele. Conforme Paulo apresenta nesses capítulos, Deus é todo poderoso, e irresistível. Ninguém pode contê-lo. Estamos falando do Deus que criou e sustenta todo o universo. Não é a toa que muitas pessoas preferem fazer a escolha de dizer que não existe tal Deus. Para ser sincero eu me solidarizo e me simpatizo mais com essas pessoas. Sabe por que? Porque elas, pelo menos, são coerente. Se Deus não existe, então, elas podem viver do jeito que bem entender e fazer as coisas do jeito que bem entender. No final vão ter que arcar com as consequências, mas elas estão agindo de acordo com sua crença. Agora, pense comigo, duro são aqueles de nós que dizem: "Lógico que Deus existe!" Mas que continuam vivendo do jeito que bem entendem, e acham que Deus não vai se importar com isso. Meu amigo. Se Deus existe, e ele é o criador e sustentador, o Deus todo poderoso e soberano sobre tudo e todos, então, quem somos nós para discutirmos com ele? O mais sensato é obedece-lo sem nenhuma restrição. E é aqui que Paulo nos surpreende com o Evangelho. Ele nos diz que esse Deus que é todo poderoso e que poderia nos destruir, optou em exercer sua misericórdia para conosco e expressar essa misericórdia em um grandioso ato de amor. Ele nos entregou seu Filho Jesus Cristo, para que através de sua morte e ressurreição ele pudesse nos oferecer seu perdão e fazer de nós, "vasos"(uma expressão que Paulo usa no texto) de misericórdia. Esse é o grande problema que muitos de nós temos com Deus, mesmo os que estão frequentando regularmente uma igreja. Achamos que temos nossos direitos, mas que direito temos nós diante de um Deus tão poderoso? Como diz Paulo, que direto tem o vaso de reclamar com o oleiro? Bom, eu disse que ia ser da pesada....
Espero ver você pelo Caminho....

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

"Número 1"


Não, esse não é mais um dos prolegômenos que quero ver com você. Dessa vez estou escrevendo para compartilhar algo mais pessoal. Há um desenho que meu filho menor assisti que se chama "A Turma do Bairro". Nesse desenho os meninos, que formam uma equipe de um determinado bairro são classificados com identidades numéricas. Assim, tem o "Número 1", que é o líder da turma, o "Número 2", e assim por diante. Baseado nesse desenho brinco com meus filhos em casa designando-os assim: Reisy, meu mais velho, é o número 1, Yuri, o do meio, o número 2, e Hesley, meu caçula o número 3. Brincadeira de pai. Bem, estou escrevendo este post especialmente para meu filho Reisy. Por que? Hoje é seu aniversário e ele está completando 22 anos. Nossa, o tempo passou tão rápido. Eu nem o vi crescer. Quando percebi tinha um homem ao meu lado, um filho muito querido, um amigo. Tive o privilégio de treinar karatê com ele, de ensinar o pouco que sei, de passar principalmente o "espírito dos samurais" que me ensinaram a ter. Também pude ver o Reisy crescer em graça, amor por Deus e pelas pessoas e em compromisso com Jesus Cristo. A vida é engraçada, cometemos tantos erros, e eu acho que errei tanto com ele, mas Deus em sua infinita graça, tomou toda minha imperfeição e, mesmo assim, favoreceu de modo maravilhoso a meu filho. Diante de tudo o que eu poderia desejar ou deixar para meus filhos, para o Reisy, é o ensino de que nada vale mais nessa vida do que ser um homem que tenha o privilégio de conhecer a intimidade do coração de Deus. Sei que ele está nesse caminho. Sei que Jesus é a pérola de maior valor para ele. Minha oração é que nesse dia, para você, Reisy, meu filho número 1, Jesus seja sempre o seu NÚMERO 1!
OSS!

Sabedoria


Nosso prolegômeno de hoje é a sabedoria. As Escrituras Sagradas dão grande importância a sabedoria. Na verdade a sabedoria na perspectiva bíblica está diretamente ligada ao conhecimento e obediência a Lei do Senhor. Sabedoria é diferente de inteligência na perspectiva bíblica. Alguém pode ser muito astuto, ter muito conhecimento a respeito de várias coisas e ainda assim não ser uma pessoa sábia, porque seu conhecimento não a conduz a um estilo de vida que seja composto pela amizade com Deus. A essência da sabedoria, segundo as Escrituras, é o temor do Senhor. E o que é "temor do Senhor"? É você reconhecer o privilégio que é viver a sua vida em amizade com um Deus que é santo e absolutamente poderoso. É você reconhecer que ele o ama e responder a essa amor de modo responsável e comprometido. Esse é um ponto que destoa em nossa sociedade. Destoa porque para nossa sociedade amor não tem nada a ver com compromisso. Contudo, nos valores do Reino de Deus tem. É impossível amar sem se comprometer. É impossível amar sem se dar. É impossível amar sem se sacrificar. Assim, a sabedoria inicia-se pelo fato de reconhecermos que Deus nos amou tanto que se deu por nós. E esse tipo de amor gera temor, respeito, reverência em nossos corações. Gera deslumbramento e desejo de se comprometer, se doar, viver para honrar esse que se deu por nós. A partir dai começamos a desenvolver a sabedoria. Começamos a aprender que viver a nossa vida a partir das orientações da Lei do Senhor é a maneira mais sabia de viver. Então? Você é inteligente ou sábio?

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Preciosidades


Bem...
Vamos lá pessoal! Meu prolegômeno de hoje tem a ver com o que é importante. Não apenas um pouco importante, mas o que realmente é importante para nós. Esse era um assunto que Jesus sempre tratava com as pessoas. Tratou com seus seguidores, tratou com a multidão, tratou com Marta e Maria e com o jovem rico. E trata comigo e com você. O que tenho aprendido sobre isso é que o que é importante, verdadeiramente importante, em minha vida, ganha minha atenção e minha prioridade. Amigos são importantes (veja o excelente post que minha esposa escreveu no blog "Essas Mulheres Maravilhosas" hoje). A família é importante, a saúde é importante, mas conforme Jesus nada dessas coisas devem ser mais importante do que "buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça". Essa é uma das maneiras de Jesus se referir a darmos total prioridade a Deus e ao nosso relacionamento com ele. Na visão de Jesus nada deveria ser mais precioso para nós do que a oportunidade de vivermos nossa vida novamente no Reino de Deus. Jesus compara isso a você encontrar uma pérola ou um tesouro mais valioso do que qualquer outra coisa e estar disposto a não perdê-lo por nada. Aqui entra meu segundo aprendizado sobre o que realmente é precioso para mim. Algo só é verdadeiramente precioso quando ele vale nosso sacrifício e nosso esforço. Por isso eu fico a pensar se realmente para muitas pessoas que dizem acreditar em Deus, crer em Jesus, se relacionar com ele, realmente o tem como alguém que é precioso para elas. Sejamos sincero, se nossa relação com Deus não exige nosso sacrifício, nossa disposição de dar o melhor, então essa relação não é preciosa. O que me espanta é que Deus não exige isso de nós, sem ter feito a parte dele. Eu e você somos preciosos para Deus. Sabe porque somos preciosos para Deus? Porque ele se sacrificou por mim e por você. Ele saiu de sua zona de conforto, ele demonstrou o quanto realmente importamos para ele ao se fazer parte de nossa história em Jesus de Nazaré e experimentar a morte para nos oferecer a vida. Então? O que é precioso para você? Deus o é?

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Prolegômenos


Prolegômenos! Que palavra mais esquisita, não?!
Essa palavra é usada tanto na filosofia quanto na teologia para se referir aos fundamentos básicos. E é sobre isso que vou procurar conversar com vocês em meus próximos posts. Conversando com meus filhos, lendo o que eles escrevem e ouvindo suas angústias e questionamentos diante do que escrevo e do que lêem, tenho percebido como o Adversário é astuto e joga com muitas estratégias contra a nossa vida. Em meu ponto de vista, o maior problema do cristianismo ocidental é a complacência com que a maioria das pessoas lidam com as coisas relacionadas a Deus. Diante desse fato o pêndulo tem oscilado de um lado para outro e extremos são assumidos na vida de muitas pessoas. Alguns, usam do subterfúgio da culpa e do medo para convencer as pessoas de que elas precisam ter uma vida de compromisso com Deus; o resultado disso é uma série de irmãos mais velhos (da parábola do chamado filho pródigo de Lucas 15) que estão frequentando as igrejas, mas se sentindo como escravos diante de Deus. Outros, ao descobrirem o coração gracioso e generoso de Deus que não teme em repartir conosco suas bênçãos (a herança da parábola), como o filho mais novo, tomam tudo em suas mãos e num descaso enorme simplesmente abandonam a casa do Pai e vão viver a suas vidas como bem entendem. Nesse ponto vejo uma grande sutileza em nossos dias, pois muitos acham que não estão fazendo isso porque continuam frequentando reuniões da igreja, mas o fazem porque não estão nem um pouco interessados em obedecer a Deus, em estarem comprometidos com as coisas do Pai, por prazer e alegria, achando que tudo é deles e que podem viver a sua vida com Deus dentro do padrão que eles estabelecem e não que Deus estabelece. Bem, dois extremos, e qual é o ponto de equilíbrio nisso? É o que o apóstolo Paulo diz: "porque o amor de Cristo nos constrange." Se não tivermos consciência do grande amor de Deus por nós e como esse amor se manifestou sacrificialmente em nosso favor através de Jesus Cristo, nós sempre vamos ser ou como o irmão mais velho ou como o irmão mais novo. Mas o modelo que devemos seguir na parábola é o do Pai. Esse modelo nos é revelado em Jesus Cristo. Pense nisso.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Devoção


Hoje eu quero falar com você a respeito de devoção. Certa vez perguntaram para Jesus qual era o maior de todos os mandamentos, ao que ele respondeu que o mais importante era esse: "Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus, o Senhor é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças." A partir dessa resposta de Jesus fica claro que devoção é uma entrega total a algo ou a alguém. Para Jesus, o maior de todos os mandamentos era o Shema, essa declaração de que você está concentrando toda a sua vida e o melhor dela para Deus. Você é devoto? Fico surpreso em perceber como cada vez mais o poder da sociedade secular tem tomado conta de nossa vida. Nós achamos normal manter uma relação com Deus e com as coisas que envolvem a Deus de modo relapso e com descaso. A nossa repulsa, que julgo justa, por uma religiosidade vazia, muitas vezes tem feito com que, no lugar de nos tornarmos mais devotos a Deus, nos tornemos pessoas mais relapsas e irreverente para com Ele. Talvez você esteja discordando de mim, e você tem todo o direito de fazê-lo, mas permita-me fazer algumas perguntas para você, a fim de defender minha tese. Quando saímos para um restaurante, queremos chegar e ocupar um bom lugar, quando vamos para a escola ou para o trabalho, nos organizamos para chegar no horário, e procuramos dar o nosso melhor ali. Quando vamos ao cinema ou ao teatro, chegamos antes, ninguém chega na metade de um filme ou de uma peça, na verdade às vezes chegamos bem antes para, novamente pegarmos um bom lugar, porque queremos participar daquele momento usufruindo do melhor. Agora pense em como tem sido a participação das pessoas, a sua participação, em uma reunião, em um culto, em um encontro de adoração a Deus. O que tenho visto é cada vez mais as pessoas chegando mais tarde em nossos cultos, participando sem o mínimo de atenção ao que está acontecendo, e muitas vezes saindo antes da conclusão. Alguém sai do cinema antes do filme ter terminado? Bem, você pode continuar discordando de mim, mas acho que estamos caminhando a passos largos para nos tornarmos pessoas cada vez mais devotas a nós mesmos. Ouça, ó Israel.....

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Simplesmente Deus.


Olá pessoal!
Vou continuar pensando com vocês sobre a questão da simplicidade. Quando olhamos para a vida de Jesus e o que ele nos ensina, acho que podemos resumir tudo em: 'Simplesmente Deus". Sim, Jesus está nos dizendo que quando aprendermos a viver a nossa vida focado apenas em Deus, tudo o mais acontece. Eu sei, eu sei... Eu também penso isso e digo para mim mesmo, mas como isso funciona? Ou é fácil dizer, mas quero ver fazer. O problema é que nós realmente não acreditamos em todo o amor que Deus tem por nós. Duvidamos que ele realmente te o controle de todas as coisas e pode dirigir tudo em nossa vida para o bem. Não estou julgando você e nem mesmo criticando, estou apenas fazendo uma constatação quanto a questão do nosso estilo de vida. Sim, nosso! Pois eu também estou incluso nisso. Em minha opinião vivemos assim porque continuamos iludidos pela "serpente", que agora utiliza de todo um sistema social para nos convencer que não podemos viver de modo diferente daquele que estamos vivendo. Vou dar um exemplo. Vivemos em uma sociedade onde não dá para se fazer nada sem dinheiro. Ai somos iludidos com o fato de que para viver a nossa vida com segurança precisamos ter sempre mais dinheiro. A primeira parte é verdade, não podemos viver sem dinheiro; a segunda já não é, não precisamos ter cada vez mais dinheiro para viver. Eu vejo essa situação a partir da transitoriedade da vida. Hoje vivo precisando receber "x", porque tenho filhos e eles estudam, e tenho muitos gastos nesse momento da minha vida, mas amanhã, quando meus filhos estiverem formados, e com suas vidas encaminhadas, podendo cada um se sustentar, eu posso viver com "metade de x". Deu para entender? Mas a nossa sociedade quer nos convencer que precisamos garantir que no futuro estejamos vivendo com o "dobro de X" ou pelo menos com a mesma quantia que vivemos hoje. Mas, não precisamos! Se hoje eu vivo com "x" e Deus é o foco da minha vida, amanhã quando estiver liberado de algumas responsabilidades posso viver com "metade de x" e dar a outra metade para que o Reino de Deus avance. Complicado? Risos.... Será mesmo? Bom.... Jesus disse: "Uma comida tenho para comer....fazer a vontade daquele que me enviou."
Simplicidade é viver simplesmente para Deus!
Continuo seguindo pelo caminho, tentando ser um discípulo de Jesus em um mundo pós-moderno....
Até....