quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Bênção


Chegamos no mês de Dezembro e com ele chegamos em mais um final de ano. Entra ano e sai ano e muitas pessoas continuam vivendo da mesma maneira, repetindo os mesmos processos, levando uma vida ao longo de todo um novo ano, repetindo as mesmas coisas, esperando que, de alguma maneira sua vida seja diferente, para constatar em mais um ano que chega ao fim, que tudo continua exatamente igual.
Meus pensamento pode parecer "fúnebre" em um primeiro momento, mas se você parar e pensar um pouco verá que eu tenho razão, pelo menos em relação a muitas pessoas. A questão que está em pauta aqui é que este padrão se estabelece e estende-se por nossas vidas, porque vivemos com o foco errado.
Conforme o que a espiritualidade bíblica nos ensina, o objetivo final de nossa vida como seres humanos é glorificar a Deus e ter nele nosso prazer. Em um dos ensinos da Igreja Cristã Reformada isto é posto da seguinte maneira: "Qual é o fim principal do homem? O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre". Na Bíblia isto é apresentado da seguinte maneira: "Venham! Bendigam o Senhor todos vocês, servos do Senhor, vocês, que servem de noite na casa do Senhor. Levantem as mãos na direção do santuário e bendigam o Senhor!" (Salmo 134.1-2)
O ser humano foi criado para adorar a Deus! Fomos criados para nos relacionarmos com Deus e para bendizermos ao Senhor, falar bem dele, e viver de uma maneira que ele seja glorificado através de nossa vida. Quando fazemos isto nossa existência ganha sentido. Conforme este Salmo bendizer é tanto um convite como uma ordem. O final da estrada do discipulado é adoração, quando tudo terminar o que faremos por toda nossa eternidade será bendizer ao Senhor por quem ele é e pelo que ele fez por nós: "De Sião os abençoe o Senhor, que fez os céus e a terra!" (Salmo 134.3).
E pelo fato do final ser adoração ela se constitui no próprio meio e combustível para a vida daqueles que seguem se relacionando com Deus através de Jesus Cristo. Sabemos quem somos e sabemos quem Deus é, sabemos o que ele fez por quem somos, através de quem ele é em Jesus Cristo. E isto deveria encher o nosso coração de gratidão e louvor.
A palavra que a Bíblia usa para tudo isto é: BÊNÇÃO!
Somos abençoados pelo Senhor, e isto se chama graça, e respondemos ao Senhor bendizendo-o (abençoando-o, é a mesma palavra no original), e isto se chama gratidão. Graça e gratidão! Duas palavras que andam juntas, dois movimentos que são forças correspondentes. Se vivemos conscientes de que somos pessoas agraciadas por Deus, então, a cada ano nossa vida ganha novo impulso, nova força, novo progresso, novos alvos, para continuarmos seguindo em obediência pelo mesmo caminho do discipulado, mas que a cada final de ano, nos leva a perceber quantas mudanças ocorreram em nós e através de nós, devido as bênçãos de Deus.
Somos abençoados para abençoar, e quando abençoamos bendizemos a Deus. Em tudo o que fazemos, se já estamos em Jesus Cristo, somos expressão da bênção que Deus tem concedido a cada um de nós. Bênção não retida, mas compartilhada a medida que adoramos a Deus, erguendo nossas mãos para bendizê-lo e para abençoar os seres humanos ao nosso redor.
Espero que você chegue neste final de ano com esta constatação: pela bênção de Deus estou hoje um pouco mais parecido com Jesus do que estava o ano passado.
No Caminho, antecipando o Reino, até que ele chegue plenamente!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Viver a vida


A vida! Todos nós temos um grande desafio quando pensamos em viver a vida, mas se você é uma pessoa que está procurando viver a vida fundamentada na perspectiva de ser um seguidor de Jesus Cristo, então, seu desafio é maior. Será? Muitas vezes achamos que ser um cristão (um seguidor de Jesus Cristo) no passado era mais fácil do que hoje, ou mais difícil. Contudo, na verdade não era nem mais fácil e nem mais difícil. Não é nem mais fácil e nem mais difícil ser um cristão do primeiro século ou do século XVI, ou ser um cristão na China, ou nos Estados Unidos, ou no interior do Nordeste, ou em um grande centro como São Paulo. Isto porque o caminho do discipulado, que é o caminho da fé cristã, trata com as realidades concretas de qualquer época e de qualquer lugar.
Contudo é preciso entender que existe sim diferenças entre um tempo e outro e um lugar e outro que podem gerar alguns problemas especiais para a vida cristã. Um destes problemas é quando a sociedade ou a cultura toma uma postura ou tentação que sempre foi contrária aos valores básicos da vida social e passa a validar isto como sendo aceitável e natural. Em nossa sociedade contemporânea uma das tentações que recebeu esta aprovação social é a ambição, ou o orgulho.
Sempre houve na história humana pessoas orgulhosas, soberbas e ambiciosas. O que difere estas realidades no nosso contexto contemporâneo é que nossa sociedade passou a ver a ambição como uma virtude, ao invés de uma tentação. Como diz Eugene Perton: "Fomos apanhados num modo de vida que, em vez de se deleitar em descobrir o sentido de Deus e buscar saber as condições nas quais as qualidades humanas melhor podem ser realizadas, com arrogância desafia os relacionamentos pessoais e só fala o nome de Deus quando maldiz." Eu acrescentaria e quando precisamos de alguma coisa.
Somos treinados por nossa sociedade a achar que temos que fazer a nossa vida funcionar. Que uma vida boa é aquela que acontece conforme nossos desejos e expectativas e que devemos lutar para fazer com que as coisas aconteçam do jeito que desejamos e planejamos custe o que custar, pois afinal de contas, estamos em busca de nossa felicidade e queremos viver bem.
O que precisamos compreender, no entanto, é que nossa vida só é "vivida bem", quando é vivida nos termos da criação. Só viveremos bem se aceitarmos que Deus nos ama e estivermos abertos para recebermos seu amor. Só viveremos bem se reconhecermos que Deus é o criador e que nós somos as criaturas. Só viveremos bem com Deus se revelando e nós compreendendo sua revelação. Só viveremos bem com Deus mandando e nós obedecendo.
Viver a vida como um cristão significa que nós aceitamos os "termos da criação", aceitamos que Deus é o nosso criador e redentor, e desejamos crescer dia a dia em sua vontade nos tornando cada vez mais parecidos com Cristo, desenvolvendo nossa alegria e satisfação no Senhor, experimentando e estendendo seu amor e amadurecendo na paz de Cristo.
Cito Peterson mais uma vez, pois se queremos viver a vida é preciso entender que : "Não temos um Deus para sempre e sempre satisfazer nossos caprichos, e sim um Deus a quem confiamos nossos destinos."
No Caminho,

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Igreja


Hoje quero escrever sobre um assunto que me apaixona, mas que ao mesmo tempo é um dilema.
Sim, refiro-me a Igreja. Dentre tantas coisas que faço, acho que aquilo que me define é que sou um "pastor/missiólogo". Como pastor, meu coração está sempre pensando na igreja, e como missiólogo minha mente está sempre voltada para o que a igreja é na essência de sua vocação.
Quando usamos esta palavra, Igreja, hoje em dia, as mais variadas percepções e idéias vem a mente das pessoas. O fato é que ao longo dos anos o conceito que a Bíblia nos apresenta sobre a igreja foi sendo perdido a ponto de hoje, quando abrimos um dicionário e procuramos pela palavra igreja o que encontramos como definição é "um lugar para adoração pública". "Um lugar"! Mas veja, na perspectiva bíblica, a igreja não pode ser definida como um lugar, ela é definida como o ajuntamento de pessoas que estão comprometidas com o governo de Deus através de Jesus Cristo sobre as suas vidas.
A igreja é, portanto, uma comunidade de discípulos, que são pessoas que reconheceram sua desconexão com Deus, se arrependeram disto, e aceitaram que através do sacrifício de Jesus Cristo e sua ressurreição, eles podem voltar a conexão com Deus, e então passam a viver a suas vidas para que os propósitos de Deus para a humanidade se manifestem através deles.
Quando abrimos a Bíblia a visão e exemplos que encontramos ali sobre a igreja são de natureza orgânica e não estrutural. A igreja é o "Corpo de Cristo" é um "santuário feito de "pedras vivas" para a habitação de Deus, são ramos ligados a Videira verdadeira, uma semente lançada no chão que se torna uma árvore, uma família (veja os conceitos de família que aparecem como irmãos, irmãs, pai, mãe, noiva, etc).
Assim, em nenhum lugar do Novo Testamento encontramos uma palavra que conceitue a igreja como um lugar aonde as pessoas vão. A igreja não é o lugar, mas o grupo de pessoas que se reúnem em obediência, submissão e adoração a Deus através de Jesus Cristo. Por isto mesmo, o conceito de igreja é algo dinâmico, podemos pensar a igreja tanto na dimensão do povo reunido para adoração, serviço e comunhão, como o povo espalhado em serviço e missão ao mundo.
A palavra que tem sido usada para tentar dar alguma substância a igreja focada na perspectiva bíblica é "missional". Ser missional, ou ser uma igreja missional, nada mais é do que ser uma igreja que é formada por pessoas que realmente reconhecem que estão vivendo debaixo da liderança de Deus através de Jesus Cristo e que estão comprometidos com a missão de Deus no mundo.
Quando pensamos a igreja a partir de um lugar, então, nossas ações e estratégias se limitam a linearidade, programações, eventos especiais, e manutenção de estruturas. Quando pensamos a igreja a partir de um povo missional, então, nossas ações e estratégias estendem-se para além do local que nos reunimos, dos dias de semanas que a igreja tem programações, para o dia-a-dia de cada um de seus membros, que, como seguidores de Jesus Cristo, estarão comprometidos em viverem debaixo da sua vontade e disponíveis para cooperarem com o Espírito Santo de Deus na missão redentora de Jesus no mundo.
Amo a Igreja! E por isto mesmo, oro e insisto continuamente que precisamos ver que tipo de "vinho" estamos tomando e oferecendo para as pessoas tomarem. Será que é mesmo o "vinho novo" do Evangelho do Reino? Ou é o "vinho velho" e saboroso das nossas tradições, sejam elas seculares ou religiosas?
Valeu!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Evangelho


"Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: O justo viverá pela fé."
O Evangelho é a boa notícia que Deus tem para nós. Esta boa notícia está relacionada a duas dimensões, a Lei e a Graça. Uma maneira diferente de se dizer isto é que o Evangelho é composto por uma boa notícia que é precedida por uma má notícia. Confuso? Parece, mas não é. Na verdade, embora não seja confuso, não é atrativo para a nossa sociedade, ou, para o ser humano caído. A dimensão da "má notícia" é executada pela Lei. A Lei de Deus nos expõe a consciência de que por conta própria não podemos nos justificar. A Lei nos coloca de joelhos diante de Deus, nos levando a admitir toda nossa falência e impropriedade. A "boa notícia" é expressa pela Graça. A Graça é o oferecimento da Justiça de Deus em Jesus Cristo. Ou seja, aquilo que não somos capazes de fazer por conta própria diante de Deus é executada por Jesus Cristo em nosso lugar. Se a Lei serve para nos colocar de joelhos diante de Deus, a Graça nos coloca de pé. Ao nos prostrarmos diante da cruz de Cristo, admitindo nossa limitação, independência e orgulho diante de Deus, somos perdoados pela oferta de amor expresso por Deus em Jesus Cristo, e, justificados por este amor, nos colocamos de pé para agora vivermos para aquele e naquele que por nós morreu e ressuscitou. Você já experimentou a realidade deste maravilhoso Evangelho na sua vida? Isto é feito pela fé. A aceitação de que as coisas são do jeito que Deus diz que são.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Reflexões


Olá pessoal!

Preciso confessar que não ando muito inspirado para escrever. Tenho pensado em muitas coisas e analisado muitas situações e a Palavra de Deus diz que devemos ser cuidadosos para não julgar, pois com a medida que julgarmos também seremos julgados. Mas estou escrevendo isto porque não consigo deixar de refletir sobre a falta de um real compromisso e anseio por Deus e pela missão de Jesus na vida de muitas pessoas que se dizem seguidoras de Jesus Cristo. É impressionante como nós temos o poder de nos enganarmos e nos iludirmos. Como é difícil para o ser humano conseguir entender que todo o seu problema passa pelo pecado. Sim, por esta postura que temos de querer reger e governar a nossa própria vida, e pelo desejo que temos de que tudo seja feito segundo nossa vontade. Bom, a única maneira de vivermos a nossa vida com Deus é quando nos rendemos de verdade ao seu amor manifestado em Jesus Cristo e passamos a ser uma nova criação, que agora vive para aquele que por nós morreu e ressuscitou. Bem, eu nem sei porque estou tentando escrever isto aqui, talvez seja apenas por ter notado que já faz muito tempo que não escrevo algo, talvez seja porque Deus esteja querendo falar algo através de mim, ou para mim, que eu ainda não consegui entender.

Bem, vamos pelo caminho, afinal de contas a proposta de meu blog é este mesmo, para pessoas que estão tentando seguir Jesus em um mundo pós-moderno.

Beijo no coração!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Trabalho


O Salmo 127 faz parte de um conjunto de Salmos da Bíblia que são chamados de Salmos da Peregrinação, porque eles eram Salmos recitados pelos peregrinos israelitas enquanto iam de viagem para a cidade de Jerusalém.
Estes Salmos compõe um arcabouço prático do que vem a ser a vida de uma pessoa que passa a viver a sua vida não apenas dizendo que crê em Deus, mas se relacionando de verdade com ele através de Jesus Cristo, o que é chamado de discipulado.
Cada um destes Salmos trata de algum aspecto prático da nossa vida e como Deus se relaciona com ele. O Salmo 127 é um Salmo que nos fala de trabalho. O Salmo 126 termina com a expressão “Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes” (Salmo 126.6).
O Salmo 127 inicia-se com a afirmação “Se não foi o SENHOR o construtor da casa será inútil trabalhar na construção. Se não é o SENHOR que vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda.”
Nesta colocação temos a primeira diretriz para que o trabalho ocupe o lugar certo em nossa vida, que é a importância de vermos o trabalho como uma bênção de Deus para nós.
Algumas pessoas olham o trabalho como um fardo ou um castigo, mas o ensino bíblico nos mostra que o trabalho é um presente de Deus para o ser humano. Em Genesis, o primeiro livro da Bíblia, vemos que o trabalho foi uma dádiva que Deus concedeu ao ser humano logo que o criou. No capítulo primeiro de Genesis nos versos 27-30, encontramos a narrativa da criação do homem e da mulher e a trabalho que Deus concedeu a eles de gerenciarem e cuidarem de todo o restante da Criação. Em Genesis 2.8-17 somos também informado que Deus plantou um jardim no Éden e colocou o ser humano lá para cuidar deste jardim.
Somente após a decisão estúpida que o ser humano tomou de se desligar de Deus e tocar a sua vida de modo independente de seu criador é que a terra passou a resistir ao ser humano, ao invés de colaborar com ele, e “do suor do rosto” passamos a comer o nosso pão.
Quando o Salmo 127 diz que se o Senhor não edificar a casa ou não guardar a cidade é inútil que tentemos fazer qualquer coisa, o que ele está propondo não é que nós fiquemos sem fazer nada, mas que votemos a depender de Deus e a trabalhar em parceria com ele.
Quando seguimos nossas vidas desligados de Deus o trabalho pode ganhar duas dimensões diferentes em nossa vida. Por um lado ele pode se transformar neste fardo tirano de obrigação que temos que exercer, pois se não fizermos não teremos como sobreviver.
Por outro lado, ele pode se transformar em nosso deus. Ou seja, podemos passar a achar que o que dará segurança, efetividade e reconhecimento para nossa vida é o nosso trabalho. Isto é exemplificado na história de Caim e Abel no capítulo 4 de Genesis, aonde somos informados que Caim se saiu muito bem como agricultor e por isto achava que Deus tinha a obrigação de reconhecê-lo e aceitá-lo pelo seu esforço.
Neste ponto podemos observar a segunda diretriz para que o trabalho ocupe o lugar certo em nossa vida, que é a dependência de Deus. No Salmo 127.2 lemos: “Será inútil levantar cedo e dormir tarde, trabalhando arduamente por alimento. O SENHOR concede o sono àqueles a quem ele ama”.
Veja, esta parte do Salmo está nos mostrando que embora devamos ver o trabalho como uma bênção de Deus para a nossa vida, não devemos colocar nossa confiança e esperança no trabalho, mas em nosso relacionamento com Deus.
Quando confiamos que o nosso sustento e a garantia de nosso futuro está em nosso trabalho o resultado disto é insônia e esgotamento. O Salmo diz que se colocamos nossa confiança no trabalho ficaremos esgotados, porque acordaremos cedo, mas será inútil e diz que teremos insônia, pois dormiremos tarde, mas também será inútil.
Quando aprendemos a louvar a Deus por nosso trabalho, mas a confiar no Senhor para a garantia do nosso futuro e não no nosso emprego, conseguimos dormir bem, pois o Senhor concede o sono aqueles a quem ele ama.
Se você parar para pensar um pouco nisto tenho certeza de que concordará com este princípio e ensino bíblico. Por mais que trabalhemos e por mais sucesso que tenhamos, quem de nós pode de fato garantir que amanhã as coisas continuarão como estão?
E se achamos que somos nós que temos que garantir isto, com toda certeza, entraremos para o clube da insônia, pois começaremos perder o sono com a ansiedade do dia de amanhã.
É por isto que Jesus nos ensinou a orar no Pai nosso solicitando a Deus que ele providencie para nós o necessário para cada dia. Quando confiamos que Deus é quem está cuidando de nós e o nosso trabalho é apenas uma das formas que ele usa para fazer isto, então, vamos conseguir descansar em paz.
Agora chegamos a terceira e última diretriz do Salmo para que tenhamos o trabalho no lugar certo de nossa vida. Esta diretriz nos é apresentada nos versículos de 3 a 5 que diz:
“Os filhos são herança do SENHOR, uma recompensa que ele dá. Como flechas nas mãos do guerreiro são os filhos nascidos na juventude. Como é feliz o homem que tem a sua aljava cheia deles! Não será humilhado quando enfrentar seus inimigos no tribunal.”
Em um primeiro momento estes versículos podem parecer completamente fora de lugar quanto ao que o Salmo vem tratando sobre trabalho. O salmista vem falando de trabalho e derrepente muda o assunto para filhos.
Mas o exemplo do salmista tem um objetivo sim relacionado ao trabalho. O Salmo quer que vejamos que embora o trabalho seja valioso e importante na nossa vida, ele não é o nosso maior bem.
E aqui temos a terceira diretriz! Para que o trabalho esteja no lugar certo em nossa vida ele não pode substituir os nossos relacionamentos. Nosso trabalho não pode tomar o lugar de Deus e nosso trabalho não pode tomar o lugar das pessoas que amamos.
O trabalho só tem sentido em nossa vida se temos pessoas ao nosso redor para celebrar conosco dos seus resultados. Não há nada mais triste do que acentar-se a uma mesa sem ter ninguém ao redor dela com você.
Então, não deixe que seu trabalho roube de você seus relacionamentos, ao contrario use-o para que você tenha muitas pessoas ao redor de sua mesa. O salmista usa como ilustração os filhos, mas acredito que podemos incluir ai cada pessoa com quem conseguirmos construir um relacionamento significativo.
E aqui entra a igreja. Em Marcos 10.29 e 30, Jesus nos fala que um dos resultados de nos tornarmos seus seguidores é que ganhamos muitos novos relacionamentos, muitos novos irmãos e irmãs, mães e muitas novas casas. Ele está se referindo a igreja.
Uma comunidade de autênticos seguidores de Jesus Cristo é constituída por pessoas que valorizam seu relacionamento com Deus e com o próximo e que estão dispostos a, mesmo que sofram perseguições, trabalharem para construírem relacionamentos significativos, através dos quais outros também possam ser alcançados por Jesus Cristo.
Quero convidar você a pensar um pouco em qual é o lugar que o seu trabalho tem ocupado em sua vida. Ele tem sido uma bênção para você, para sua família e para seus relacionamentos? Ou será que tem sido inútil tudo o que você tem feito?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Uma comunidade de discípulos


Em
 Mateus
 28.16‐20
 encontramos
 Jesus
 dando
 uma
 ordem
 a
 seus
 primeiros
 seguidores
 que 
estabelece 
a
 essência 
daquilo
 que
a
 Igreja 
é.
 Ele 
diz 
que 
seus 
seguidores 
deveriam
 sair 
pelo 
mundo 
a 
fora 
para 
fazerem 
novos
 discípulos 
(seguidores)
 para
 ele.


Isso
 significa
 que
 a
 Igreja
 que
 Jesus
 sempre
 quis
 é
 uma
 comunidade
 composta
 por
 homens
 e
 mulheres
 que
 estão
 dispostos
 a
 seguirem
 Jesus
 Cristo
 por
 toda
 a
 sua
 vida
 aprendendo
 com
 ele
 a
 viver
 a
 vida,
 pensando
 o
 que
 Jesus
 pensa,
 falando

o 
que 
Jesus 
fala 
e 
fazendo 
o 
que 
Jesus 
faz.


Para
 que
 isso
 pudesse
 acontecer,
 Jesus
 Cristo
 deu
 a
 vida
 dele
 por
 homens
 e
 mulheres,
 que
 uma
 vez
 se
 reconhecendo
 como
 pecadores
 (pessoas
 que
 estão
 vivendo
 a
 vida
 de
 modo
 independente
 de
 Deus),
 se
 arrependem
 e
 reconhecem
 que
 na
 morte
 de
 Jesus
 Cristo
 seus
 pecados
 foram
 cancelados
 e
 na
 sua
 ressurreição
 uma
 nova 
possibilidade 
de
 vida 
lhes
 é
 oferecida.


Esses
 seguidores
 se
 juntam
 a
 outros
 que
 também
 anseiam
 que
 Jesus
 viva
 a
 vida
 dele
 neles
 e
 através
 deles
 e
 vão
 pelo
 mundo
 a
 fora
 fazendo
 as
 obras
 do
 Reino
 de
 Deus.


Há
 três
 grupos
 de
 pessoas
 que
 ao
 longo
 dos
 Evangelhos
 vão
 se
 relacionando
 com
 Jesus
 e
 que
 servem
 de
 paradigma
 para
mostrar
 qual
 é
 o
 nível
 de
 nosso
 relacionamento
 com
 ele.
 Um
 grupo
 é
 o
 da
 multidão
 que
 segue
 a
 Jesus
 pelos
 benefícios
 que
 podem
 receber
 dele.
 A
 esse
 grupo
 Jesus
 serve,
 ensina,
 liberta
 e

cura, 
mas 
nunca 
se 
dá 
a
 conhecer 
intimamente.



Um
 outro
 grupo
 é
 o
 dos
 simpatizantes,
 que
 vão
 com
 Jesus
 por
 acharem
 interessante
 seus
 ensinos,
 concordam
 com
 parte
 deles,
 mas
 nunca
 se
 comprometem
 para
 valer
 com
 o
 seu
 senhorio
 sobre
 suas
 vidas.
 Este
 grupo
 também
 recebe
 a
 atenção
 de
 Jesus,
 mas
 não
 são
 pessoas
 que
 vão
 realmente
 fazer
 grande
 diferença 
para
 ele.


Um
 último
 grupo
 é
 o
 dos
 discípulos.
 Aqueles
 homens
 e
 mulheres
 que,
 não
 só
 entenderam
 quem
 Jesus
 Cristo
 realmente
 é,
 mas
 também
 entregaram
 suas
 vidas
 a 
ele
 e 
se 
comprometeram 
a 
viver
 para
 aquele
 que 
por 
eles 
morreu
 e 
ressuscitou.


Esse
 é
 o
 grupo
 que
 compõe
 a
 Igreja
 que
 Jesus
 sempre
 quis
 e
 que
 é
 capaz
 de
 fazer
 uma
 real
 diferença
 no
 mundo
 por
 viverem
 submissos
 as
 novas
 realidades
 do
 Reino
 de 
Deus.


A
 qual 
grupo
 você
 pertence?