sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Para fechar 2010

Olá pessoal.

Visando ajudá-lo a fechar bom seu ano sugiro que tire um tempinho para o seguinte exercício: 

1. Enumere duas ou três áreas que você percebeu que houve amadurecimento e progresso no ano de 2010. Agora enumere duas ou três que você julga que ficaram a desejar.
2. Faça uma lista com o nome das pessoas, livros que você leu, filmes que viu, relacionamentos que desenvolveu que mais cooperaram para seu crescimento ao longo deste ano de 2010. Agradeça a Deus por cada um deles.
3. Dê a você mesmo uma nota de 1 a 10 para avaliar como se deu seu desenvolvimento ao longo deste ano nas seguintes áreas de sua vida: senso de vocação, espiritualidade, relacionamento familiar, comunhão com a igreja, relacionamentos missionais, administração financeira, saúde emocional, saúde física e lazer.
4. Enumere uma ou duas áreas de sua vida que você gostaria de trabalhar para ver crescer ao longo deste ano de 2011?
5. Existe alguma área em sua vida com a qual você tem despendido muita energia e que deveria ser deixado de lado ao longo deste ano de 2011? Qual ou quais?
6. Quais são seus alvos para daqui 5 anos? Quais decisões você precisa tomar e passos que precisa dar ao longo de 2011 para que daqui cinco anos estes alvos tenham sido alcançados? Ore pedindo a Deus sabedoria para lidar com cada um deles.
7. Existe alguma coisa que você precisa fazer, alguém que você precisa pedir perdão, alguém que você precisa perdoar antes que termine o ano de 2010? Faça isto agora.
Que Deus conceda a cada um de nós um novo ano cheio de sua maravilhosa graça e poder. Espero vê-los no próximo ano e no próximo Domingo.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

E 2010 chega ao fim

Olá amigos!

Estamos chegando ao final de mais um ano. Como ele termina para você? Ou está terminando?
Para mim, este não foi um ano como os demais. Vou explicar! Talvez o ano de 2010, até o presente momento, tenha sido um dos anos mais impactantes em minha vida. Acho que de tempos em tempos acontecem coisas, circunstâncias que fecham um ciclo na vida da gente e nos convida a ir adiante ou desistir. Nestes tempos, somos convidados a nos questionar e ver se tudo o que estamos fazendo na vida está nos conduzindo a algum lugar, está tendo sentido.
Vou compartilhar um pouco disto tudo aqui. Para começar 2010 foi um ano de perdas, a mais significativa e que demonstra um marco em minha jornada foi a perda repentina de meu pai. Já perdi meus avós e agora perdi meu pai. Sou convidado a considerar o fato de que minha história até aqui está sendo concluída a geração que me precedeu está partindo, minha geração está assumindo, e comecei a jornada da segunda metade de minha vida. Este ano perdi amigos e outros parentes também. Gente de minha própria geração, o que me convida a pensar no fato de que, apesar de ser a geração que está assumindo a história, não há garantia alguma de que eu irei adiante para concluí-la.
Em 2010 também tive um ano aonde pude ver o avanço de uma nova geração que já dá seus sinais de que irão me preceder e que farão sua contribuição significativa ao mundo e a missão de Deus no mundo. O que me alegra aqui é que meus filhos fazem parte desta geração, e estão a todo vapor nela.
Quero dedicar-me a incentivar, capacitar e preparar esta geração que está chegando, bem como quero dar espaço para ela, não quero atrapalhá-la, não quero interferir, quero que ela desabroche com tudo seu poder e vigor.
O ano de 2010 também foi um ano que marcou minhas inconsistências e demandas. Estou cansado de muitas destas inconsistências, mas, por outro lado, estou cada vez mais ciente de que só a graça de Deus é que pode me segurar, sou amado por Deus por uma decisão que ele tomou em me amar.
O ano está terminando, mas minha história ainda continua, não sei até quando, mas minha esperança é que enquanto ela durar eu possa continuar no Caminho, até que eu chegue, aonde devo chegar. Apesar de minhas grandes limitações, acredito que o no amor de Deus estou seguro, mediante sua infinita graça.

No Caminho,

domingo, 19 de dezembro de 2010

Um pouco mais próximo do fim

Semana passada assisti o filme "A Viagem do Peregrino da Alvorada". Em termos da crônica escrita por S.C. Lews, o filme em minha opinião deixa muito a desejar. A ênfase desta crônica é a busca que existe no coração das pessoas por algo para o qual na verdade fomos criados: a intimidade com Deus. A cada dia que passa meu coração anseia por isto e ao mesmo tempo a cada dia vivido sou, muitas vezes, distraído e desviado deste objetivo.

Mais um ano se aproxima do fim e um novo ano se aproxima, a cada passagem de ano, espero com muito desejo pelo fato de estar um pouco mais perto do fim, que na verdade será o início de uma nova e maravilhosa fase. A fase para a qual cada um de nós foi criado a viver.

Como diz Ripichip, esta é a determinação de minha vida. E não quero esperar por amanhã, desejo hoje aquilo que foi conquistado para mim em Jesus Cristo.

E você?

No Caminho,

sábado, 4 de dezembro de 2010

Algo a mais....

Existe algo a mais... Algo a mais do que tudo que já me foi dito, e tudo o que já li sobre a vida com Deus... É este algo a mais que meu coração anseia, inquieta-se, às vezes parece que estou tão perto, mas de repente percebo que está tão longe.... Esta é a viagem do "Peregrino da Alvorada", esta é a viagem da qual "Ripichipi" não quis voltar.... É por ela que meu coração anseia, quando irei encontrar o Caminho? Para trilha-lo preciso ser conduzido por Jesus, preciso encarar a mim mesmo, reconhecer as escamas de dragão que dominam meu coração. Reconhecer que não posso me livrar delas, somente o Leão é quem pode me libertar. Há uma diferença entre saber, conhecer e viver. Sei muitas coisas sobre Deus, conheço bem pouco dele, e vivo menos ainda do que conheço. Quando olho ao meu redor, olho as pessoas que estão enchendo os prédios do que chamamos de igreja, e agora também as casas, que são chamadas de igreja, vejo que falta algo. O que falta? Para não falar dos outros, vou falar de mim. Falta algo que dê cor a vida que digo ter em Jesus Cristo. Falta mais do poder sobrenatural da vida do Reino de Deus. Há muito esforço de minha parte, muita energia despendida da minha própria carne. Estou em uma luta, uma batalha intensa, e o inimigo sou eu mesmo. Vencer a mim mesmo, vencer meus conceitos sobre Deus, minhas projeções de Deus, meus medos, minhas idiossincrasias, meus anseios, meus desejos desconectados de Deus. Como posso chegar lá? Como? Vencer as expectativas que tenho sobre mim mesmo e a que os outros depositam sobre mim. Há um lugar, um lugar do qual nossas canções falam, mas que estamos longe dele. Há um experiência, da qual conceituamos muito, mas vivemos pouco.....
Deus, preciso encontra-lo .... Quando encontra-lo, encontrarei os outros, e irei me encontrar.... Sem dúvida alguma: há algo mais!



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mosaico Missional: Fragmentos

Mosaico Missional: Fragmentos: "Somos condicionados pela nossa sociedade a viver a vida de modo fragmentado. Você já parou para perceber como é que acabamos expressando nos..."

Fragmentos

Somos condicionados pela nossa sociedade a viver a vida de modo fragmentado. Você já parou para perceber como é que acabamos expressando nossa vida assim? Falamos sobre nossa vida profissional, vida sentimental, vida familiar, vida com Deus, vida financeira, etc. Como se tivéssemos várias vidas separadas e estanques em nós mesmos.
O problema disso é que acabamos por assumir vários papéis diferentes em nossa vida, e ai ficamos completamente fragmentados, e acabamos tendendo a suar máscaras, ou perfis que representem cada um destes nossos papéis, e com o passar do tempo, já não sabemos mais quem somos.
Jesus disse que veio para nos dar vida, e vida em abundância. Não vidas, mas uma vida! Acredito que a vida abundante da qual Jesus se refere é a capacidade de concentrarmos todo nosso ser em uma e única vida, pois só há uma vida, a nossa vida, e é isto que precisamos viver, com inteireza de todo nosso ser.
É interessante saber que este é o alvo da vida de um monge. Uma pessoa se torna monge porque ela deseja ser uma pessoa indivisa, pois a palavra monge (monachos) vem de "monas, que significa unidade, ser uno."
Jesus diz que ele e o Pai são um e ora para que também sejamos um com ele e o Pai. Assim, a vida abundante que Jesus quer nos dar é a vida dele no Pai. Só podemos ser inteiros, viver sem representar papéis sociais que nos são impostos, quando encontramos o nosso lugar novamente no ser de Deus.

No Caminho,

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cansaço

Têm uma música de um conhecido meu que diz: "Me cansei do cansaço...". Acho que estou me sentindo um pouco assim. Você já se sentiu assim? Aqueles momentos na vida que você olha ao redor e nada está fazendo muito sentido, por mais que você se esforce, por mais que sonhe, por mais que acredite, ou tente acreditar, ou diga que acredite, você sente que não tem nenhum sentido nas coisas. Há momentos em minha vida que este cansaço me leva ao egoísmo e fico pensando porque é que não vivo para mim mesmo, porque é que Deus não acaba com tudo isto logo e vamos ver no que é que vai dar depois daqui? Cansado das pessoas que sempre acham que tudo deve girar em torno delas mesmas, cansado daqueles que não se dispõe a cooperar para que as coisas melhorem, quando tudo está nas mãos deles mesmos. Cansado de ficar recebendo sms de promoções, cansado de ligações de celular, cansado de ensinar e insistir com as pessoas sobre os valores do Reino de Deus, mas, acima de tudo, cansado de mim mesmo, de questões que sempre se fazem presentes sempre estão diante de meus olhos. Cansado de tentar silenciar meu coração e não conseguir..... Dai entendo plenamente a letra da música do meu amigo, pois tudo isto dá uma baita canseira.... e eu, me cansei do cansaço. Mas isto não é suficiente para que as coisas mudem....
Dai, meditando, vem a mim o Salmo 23, onde a palavra de Deus me diz que o Senhor me conduz as águas tranqüilas, mas a questão é..... deixo-me ser conduzido por ele? E você? Tem se deixado conduzir por ele?

No Caminho!

sábado, 20 de novembro de 2010

Quem sou eu?

Há uma música que nossa galera de adolescentes canta que faz esta pergunta: "Quem sou eu?" Responder esta questão é essencial para que tenhamos uma vida integral. Nossa sociedade nos induz a vivermos divididos em nosso ser, a partir de nossos papéis, e nem sempre expressamos de fato a inteireza de nosso ser criado por Deus para a glória dele.

No Evangelho de Lucas 3.21-38 encontramos a narrativa do batismo de Jesus, que vem seguido de sua genealogia. A mesma termina com estas afirmações: "filho de Adão; Filho de Deus." Em Jesus Cristo nós temos a união do humano e o divino. Jesus Cristo é tanto aquele que representa a humanidade diante de Deus, como Deus diante da humanidade. Em sua vida há a simbiose do que Deus planejou para a humanidade.

Portanto, cabe a nós respondermos: Vivemos a partir de quem somos inteiramente para Deus? Vivemos a partir de quem Deus nos fez para ser? Ou vivemos apenas uma parte de nós, aquela que está na tarefa que executamos? Quem somos realmente? Desempenhamos apenas um papel, ou vivemos a partir de nossa natureza? Somos aquela pessoa que satisfaz as expectativas que outros tem de nós, ou vivemos a imagem única que Deus fez de nós para si mesmo?

O caminho da espiritualidade cristã não deve levar-nos somente a Deus, mas também a nós mesmos, ao cerne mais profundo do nosso ser, à imagem autêntica que Deus fez de nós para si, pois assim como Jesus, e na verdade, a partir de Jesus, nós também somos a saber: filhos de Adão; filhos de Deus.

No Caminho

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Peregrinos, místicos e missionais

Olá pessoal!

Como diz o meu filho Yuri, sei lá se alguém tem lido meus posts, a sensação que tenho é que só eu leio o que eu mesmo escrevo, pois existe um silêncio absoluto da parte de todos.... Mas, este é um espaço para minhas reflexões, que espero ajudem outros, principalmente aqueles que estão a procura de uma reconexão com sua espiritualidade e vida a Deus.

Acredito que para experimentarmos a Deus, conhecê-lo como ele quer ser conhecido, precisamos acolher três realidades: a peregrinação, a mística e a missão.

Na peregrinação é preciso compreender que nossa vida com Deus não se dá em um ambiente religioso, mas no contexto de nossa existência, o que inclui estes ambientes, mas vai além deles. O grande problema, no meu ponto de vista, com a vida de muitos daqueles que se afirmam ser cristãos (protestantes, evangélicos, ortodoxos, católicos, etc.) é que olham para esta afirmação como sendo a referência de uma área especifica de suas vidas. Quando dizem isto o que estão dizendo é que fazem parte de uma agremiação religiosa (já sei ofendi alguns), ou denominação e que frequentam algumas reuniões e participam de algumas atividades, onde procuram demonstrar sua qualidade moral (pura hipocrisia), mas depois que saem dali vão cuidar de suas vidas como se tudo aquilo não tivesse nada a ver com o restante de suas ações. Para não falar daqueles que mesmo dentro deste contexto, continuam agindo com total parcialidade em relação ao que professam crer em sua própria vida religiosa. Se queremos experimentar a Deus é preciso compreender que ele é alguém que se encontra conosco no todo da nossa vida, e quer ser visto e achado por nós ai. Isto é peregrinação. A nossa vida com Deus acontece enquanto vamos vivendo a nossa vida diária: treino, mercado, passear com o cachorro, cuidar das crianças, trabalhar, gastar dinheiro, ler um livro, ir ao cinema, e até indo as "reuniões da igreja".

O segundo elemento a se considerar é a mística. Esta é uma palavra que assusta muitos, talvez a maioria, dos religiosos evangélicos, porque quando a lemos ou ouvimos, logo pensamos em misticismo, mas a mística é o elemento relacionado ao mistério do Reino de Deus que já está entre nós. Todo o texto bíblico é místico. A Bíblia é um texto que nos convida a trazer nossa vida, nosso mundo, nosso ordinário, para dentro do mundo extraordinário da presença de Deus. Como somos "filhotes do Iluminismo" e nossa maneira de refletir o cristianismo (que é a vida de Jesus cristo, ou pelo menos deveria ser, em nós) é reduzida a compreensão proposicionais da nossa fé. Ou seja, se temos a doutrina correta, então temos Deus. Mas quando lemos as Escrituras, principalmente os Evangelhos, vemos que aqueles que tinham as doutrinas corretas na época de Jesus não foram, necessariamente, aqueles que se relacionaram com ele. A verdade é que a Bíblia, bem como a tradição da espiritualidade clássica, nos mostra que a vida com Deus é isto, "vida com". Deus é uma pessoa, que vive em uma comunidade trinitária, e que nos criou para viver como parte desta comunidade. Não é suficiente saber sobre ele, é preciso experimenta-lo. É preciso estar ligado a vida dele, e isto não tem a ver apenas com saber que Jesus morreu na cruz e agora estamos com Deus, mas em viver a vida de Deus, através de seu Espírito Santo em nós. O que nos conduz para a mística. Através das disciplinas espirituais vamos treinando o nosso ser para estar consciente da presença de Deus em nós e para respondermos a sua ação e interação com o nosso ser, em nossa peregrinação.

O último elemento é a missão. A mística sem missão nos torna pessoas ufanadas. Pessoas que vivem fora da realidade e fora da conexão com nossa sociedade. Olhar para a vida de Jesus, e para os demais homens e mulheres descritos nas histórias bíblicas, bem como contemplar a vida de homens e mulheres que realmente andaram com Deus de modo intimo e singular ao longo da história, vai nos mostrar com clareza que a nossa relação com Deus inclui o outro. É na dimensão da missão que não vivemos a vida com Deus para nós mesmos, mas para abençoar outros. É o exemplo que Jesus dá da videira e os ramos. O ramo está ligado a videira (mística), mas este ramo ligado a videira dá fruto, e muito fruto (missão), pois se isto não acontecer o agricultor o corta e lança fora. Ou seja, a vida com Deus não é para que nos orgulhemos e nem nos sintamos bem. A vida com Deus é a vida de Deus em nós que alcança outros através de nós.

O que anseio de todo o meu coração é isto: quero conhecer a Cristo, experimentar o poder da sua ressurreição, participando de sua missão, enquanto caminho por este mundo em direção a casa de meu Pai.

No Caminho,

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Dons Espirituais: Finalizando


E ai pessoal!?!

Espero que tenha sido interessante para vocês está série de posts sobre dons espirituais, por Mark Driscoll. Chegamos ao final e gostaria de ler as percepções de vocês: se gostaram ou não, se concordaram ou discordaram, se ajudou ou atrapalhou.... Vamos lá escrevam.

Agora, visando fechar o assunto (sem encerra-lo, é claro) gostaria de dar uma percepção minha sobre esta questão. Há nos ensinos de Paulo três textos aonde ele trata da questão dos dons espirituais: Romanos 12; 1Coríntios 12 e 14; e Efésios 4. O que acho interessante nestes textos é que em nenhum deles Paulo está preocupado em explicá-los e defini-los. Paulo trata os dons espirituais como realidades do Reino de Deus que estão entre nós e conosco pela presença do Espírito Santo que está habitando na Igreja. Ou seja, os dons são uma realidade e estão em atuação na igreja e o que precisamos é tomar consciência disto.

Outro ponto é que os dons são a ligação do Reino de Deus que há de vir, com o Reino de Deus que já chegou. É a manifestação do poder do Reino manifestado mediante a vida do Espírito Santo em nós, e visa sempre a sinalização deste Reino no serviço e bênção de Deus para as pessoas.

Terceiro, embora a maioria dos livros sobre dons espirituais acabem tratando todos os 3 textos de Paulo como se ele estivesse falando a mesma coisa, eu acredito que existem ênfases diferentes em cada um deles.

No texto de Romanos 12, a palavra que tem destaque para dons é "karismata", e sua ênfase está em uma capacidade que recebemos do Espírito Santo e que deve ser desenvolvida por nós para ser usada da melhor maneira para abençoar outros. Ou seja, neste caso, a capacidade nos é confiada e permanece sob nossa administração.

No texto de 1Corínitos 12, embora apareça a palavra "karismata" nos primeiros 7 versículos a ênfase recai sobre o que Paulo chama de "fanerós". Este é um dom que se manifesta mediante a administração do próprio Espírito Santo, entre as pessoas, usando aquele que ele bem desejar, quando e como desejar. Ao contrário de Romanos, a idéia é que este dom que se manifesta não fica sob nossa administração, mas é dado pontualmente e em contextos que o Espírito Santo deseje. Ai em 1Coríntios 14, Paulo nos mostra que o Espírito deseja usar estes dons como "faneros" todas as vezes que a igreja está reunida e o que estamos fazendo visa glorificar a Deus e não exaltar a nós mesmos. Tenho para mim, que toda reunião da igreja, seja em pequeno grupo ou em um grande grupo, se Deus estiver no centro do que estamos fazendo, o Espírito Santo pode manifestar (fanerós) algum destes dons entre nós, e por intermédio de qualquer um de nós.

E, em Efésios 4, embora a palavra usada em nosso original, também seja dom, a mesma no grego não é "karismata", mas "dorea". Esta palavra tem o mesmo significado no português, portanto, não está errado traduzi-la por dom, mas sua conotação no texto é diferente do que é exposto em Romanos e em 1Coríntios. É claro que no texto de Efésios, um "dorea" (dom) não é dado pelo Espírito Santo, mas por Jesus Cristo. E na sequência somos informados que estes "dons" são um conjunto de homens/mulheres, com dons na área do ensino e pregação, que são dados a igreja para que a mesma seja equipada e passe a utilizar de modo correto os dons (sejam na forma de carismatas ou fanerós) que o Espírito Santo dá a igreja e esta seja edificada e alcance a maturidade em Jesus Cristo.

Portanto, concluo esta nossa série orando para que Deus nos revele como é que a dinâmica dos dons espirituais podem ser melhor efetivada e desenvolvida em nossa vida como povo de Deus hoje.

No Caminho,

segunda-feira, 8 de novembro de 2010


"
Compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade. (Rm 12:13 NVI)
O Dom Espiritual de Hospitalidade Definido

O dom espiritual de hospitalidade é a habilidade de receber bem os estranhos e entreter os convidados, freqüentemente em sua casa, com grande alegria e carinho de forma que eles se tornem amigos. Hospitalidade deve para incluir a família (1 Tm 5:8), amigos (Pv 27:10), cristãos (Gl 6:10), e estranhos que podem não ser cristãos (Lv 19:34).
Pessoas com o Dom de Hospitalidade

Estas pessoas tendem a ter uma "casa aberta" onde outros são bem-vindos para visitar. Este dom é freqüentemente associado aos talentos naturais de decoração de interiores, arte culinária e planejamento de eventos. É importante lembrar que a hospitalidade não deve ser estendida a falsos mestres e outros do mesmo tipo, que são uma ameaça (2 Jo 10-11).
Hospitalidade nas Escrituras

Jesus gastou tempo ajudando os marginalizados da sociedade (Mt 11:19), freqüentemente comeu com Seus discípulos e nos recebeu na família de Deus que inclui uma morada eterna (Jo 14:2) e uma festa eterna (Is 25:6-9; Ap 19:6-9). Presbíteros e pastores devem exercitarem a hospitalidade (1 Tm 3:2; Tt 1:8). Pedro desfrutou a hospitalidade de Simão (At 9:43) e Cornélio (At 10:48). Paulo desfrutou a hospitalidade de Lídia (At 16:15) e do carcereiro de Filipos (At 16:34).
Você tem esse dom?

Você gosta de ter pessoas em sua casa?
Você gosta de ver as pessoas se encontrando e se divertindo em festas e eventos que você ajudou a planejar e ser o anfitrião?
Sua casa é do tipo em que a maioria das pessoas sente-se confortável e aparece para visitar sem avisar?
Você sente que algo realmente está faltando em sua vida quando você não pode ter convidados em sua casa?
Quando você pensa em sua casa você pensa nela pela perspectiva de receber visitantes?
Você considera sua casa como um local de ministério?

Mark Driscoll

domingo, 7 de novembro de 2010


"Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar use-o na proporção da sua fé. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria. (Rm 12:6-8 NVI)

O Dom Espiritual de Misericórdia Definido

O dom de misericórdia é a capacidade de sentir e expressar compaixão e solidariedade incomum para com aqueles em situações difíceis ou de crise e lhes proporcionam a ajuda e apoio necessários para atravessar tempos difíceis.

Pessoas com o Dom de Misericórdia

Eles têm a capacidade de "se colocar na situação de outros" e de sentir a dor e o fardo que eles carregam. Eles desejam fazer uma diferença na vida de pessoas que sofrem sem serem críticos. Eles podem ter dificuldade de avaliar as intenções dos outros e por vezes parecem ingênuos.

Misericórdia nas Escrituras

Jesus ensinou sobre a misericórdia (Mt. 5:7; 9:13; 23:23). Ele é constantemente descrito como tendo compaixão (Mt. 9:36; 15:32; 23:37; Lc. 7:13) e era tão cheio de misericórdia que por vezes chegou a chorar (Jo. 11:35). A misericórdia de Jesus incluiu uma atenção e preocupação pelas crianças (Mt. 19:14). Dorcas era "notável pelas boas obras e esmolas que fazia" (Atos 9:36). Além disso, o bom samaritano é uma das mais clássicas histórias já contadas sobre o tema da misericórdia (Lc. 10:30-37).

Você tem esse dom?

Você se sente atraído a pessoas carentes, sofridas, doentes, deficientes ou idosas?
Freqüentemente pensa em formas de ministrar àqueles que sofrem?
Você sente uma grande compaixão por pessoas que enfrentam problemas pessoais e emocionais?
Você sente que quando visita aqueles que sofrem isso te traz alegria em vez de te deixar deprimido?
Você se vê respondendo às pessoas mais com compaixão do que com julgamento?

Mark Driscoll

sábado, 6 de novembro de 2010

Retomando as postagens sobre dons por Driscoll


"Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar use-o na proporção da sua fé. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo... (Rm 12:6-8 NVI)

O Dom Espiritual de Liderança Definido

O dom espiritual de liderança é encontrado em pessoas que têm uma clara e significativa visão da parte de Deus e têm a habilidade de comunicá-la publicamente ou reservadamente de tal modo que influenciam outros a perseguir aquela visão.

Pessoas com o Dom de Liderança

Estas pessoas tendem a gravitar para a "posição central" em um ministério. Outros tendem a ter confiança nas habilidades delas. Eles servem melhor os outros liderando-os. Eles tendem a operar com um forte senso de destino.

Liderança nas Escrituras

Jesus foi um líder tão talentoso que nos seus dias milhares O seguiram e hoje bilhões O seguem como o maior líder que jamais viveu. Outros exemplos são abundantes, incluindo Abraão, Moisés, Josué, Davi, Daniel, Josias, Paulo, Pedro e Tiago.

Você tem esse dom?

Outras pessoas têm confiança na sua habilidade de liderar?
Você gosta de ter a "palavra final" ou de ser aquele com a responsabilidade final pela direção e sucesso de um grupo ou organização?
Quando uma situação difícil ocorre, outras pessoas te procuram para recomendações e liderança?
É comum você tomar a liderança em grupos nos quais ela não existe?
Você considera a liderança agradável em vez de frustrante e difícil?
Outras pessoas vão atrás de você para tomar grandes decisões para um grupo ou organização?

Mark Driscoll

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ABSURDO


Olá pessoal!

Vou abrir uma exceção nos pots sobre dons para expor um absurdo aqui. Não sei quantos de vocês tem acompanhado o caso do Tiririca, mas este é um dos casos que demonstram os absurdos de nosso país. Tiririca foi o Deputado Federal mais votado, o que demonstra primeiramente a ignorância e estupidez de nosso povo. Já ouvi de várias pessoas que votaram nele como uma forma de protesto, pois não vejo expressão de protesto mais tola do que está. Colocar uma pessoa que não tem o mínimo de competência como Deputado, é protesto? Agora, mediante o trabalho de alguns repórteres foi levantado o fato de que o mesmo Tiririca é analfabeto, ai leio no Globo.com uma matéria aonde determinadas pessoas ainda querem argumentar que é democrático que o mesmo assuma, independente de ser analfabeto ou não, porque mais de um milhão de pessoas votaram nele, e isto é democracia. Isto é ridículo! E onde fica a Lei? A Lei é clara que se a pessoa é analfabeta não pode assumir. Essa postura de descaso que nosso Governo tem, estimulado pela posturas do nosso atual Presidente que diz que a Lei diz, mas não é bem assim, fará com que tenhamos cada vez mais situações como esta. É lamentável ter pessoas como estas que se interessam apenas no dinheiro que podem ganhar e por isto distorcem a verdade, lutam pelo estabelecimento de posturas que não ajudarão em nada nosso país. Tiririca é brasileiro, eu também sou, ele é cidadão eu também sou, no entanto eu sou consciente o suficiente para saber que mesmo tendo duas faculdades, um pós-graduação e um mestrado, eu não estou em condições de ser um político, ele está? Gostaria de saber o seguinte: estar preparado para ser um político é simplesmente ser famoso o suficiente para ser eleito? É uma vergonha o processo eleitoral de nosso país. Foi ridículo e apelativo os candidatos que partidos colocaram para conseguirem através deles e de alianças escusas levantarem suas legendas.... Quando é que nossos políticos vão ter vergonha na cara e parar de usar a desculpa de democracia para fazer o que bem entende? Quando é que nosso país se tornará de fato uma Democracia que usará da mesma para fazer o bem e não para servir de manipulação do interesse de alguns? Tiririca vai tomar posse, e como dizia um velho personagem, também palhaço, de Chico Anísio: "Eles pensam que eu sou palhaço...." E no nosso caso, de fato nos tratam como.... Lamentável!

Ricardo Costa

quarta-feira, 27 de outubro de 2010


"Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar use-o na proporção da sua fé. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente... (Rm 12:6-8 NVI)

O Dom Espiritual de Contribuir Definido

O dom de contribuir é a habilidade de dar dinheiro e outras formas de riqueza alegre, sábia e generosamente para satisfazer as necessidades de outros e ajudar a sustentar ministérios.

Pessoas com o Dom de Contribuir

Independentemente da quantia, pessoas com este dom genuinamente vêem seus tesouros, talentos e tempo como pertencentes a Deus e não a eles mesmos. Eles são freqüentemente movidos a satisfazer as necessidades físicas de outros. Eles gostam de dar de si mesmos e do que têm. Mesmo quando eles não possuem os recursos para ajudar, eles oram fervorosamente para que essas necessidades sejam atendidas.

Contribuir nas Escrituras

Aproximadamente 25 por cento das palavras de Jesus nos Evangelhos estão relacionadas aos nossos recursos e a mordomia para com eles. Embora ele fosse pobre, Jesus não só alimentou milhares (Marcos 6:41) mas também deu-nos sua vida como um presente (João 15:13). Em outros pontos na Bíblia, a viúva (Marcos 12:42-43), Tabita (Atos 9:36), Barnabé (Atos 4:34-37), e a igreja macedônia (2 Cor. 8:1-2), todos tiveram este dom.

Você tem esse dom?

Você tende a ver as necessidades dos outros mais do que outras pessoas costumam fazer?
Você gosta de dar do seu tempo, talento e riqueza para outros?
Você entende que contribuir para um projeto digno é uma honra e um privilégio?
Você contribui regularmente para a igreja com alegria e sacrificialmente?
Você ouve freqüentemente as pessoas comentarem que você é uma pessoa generosa?
Você procura oportunidades para dar seu dinheiro mesmo quando ninguém pergunta?

Mark Driscoll

domingo, 24 de outubro de 2010


"Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar use-o na proporção da sua fé. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça... (Rm 12:6-8 NVI)

O Dom Espiritual de Encorajamento Definido

O dom de encorajamento (também chamado de dom de exortação) envolve motivar, encorajar e consolar outras pessoas de forma que elas amadureçam na sua caminhada com Jesus.

Pessoas com o Dom de Encorajamento

Cristãos com este dom têm uma sensibilidade incomum para com aqueles que estão desanimados ou em lutas e são atraídos para eles. Como resultado, as pessoas tendem a procurá-los em busca de palavras restauradoras, verdade graciosa e conselho compassivo. Estas pessoas também tendem a ter um alto grau de paciência e otimismo. Elas podem ter uma queda para relacionamentos um-a-um e preferem trabalhar com indivíduos ou pequenos grupos.

Encorajamento nas Escrituras

Jesus nos disse para amar até mesmo os nossos inimigos e fazer bem a eles (Lucas 6:27-35), e exortou as pessoas a deixarem sua vida de pecado (João 8:11). Barnabé, cujo nome significa "Filho do Encorajamento" (Atos 4:36), encorajou a Paulo (Atos 9:27) e João Marcos (Atos 15:39). Paulo tinha este dom (Atos 14:21-22; 16:40; 20:1) como também Judas e Silas (Atos 15:31-32).

Você tem esse dom?

As pessoas te procuram para aconselhamento e encorajamento?
Você gosta de caminhar com alguém através de dificuldades?
Você é atraído em direção àqueles que estão sofrendo e necessitados?
Você é paciente com as pessoas?
Você preferiria falar pessoalmente com alguém sobre os seus problemas do que enviar outra pessoa para ajudar?
Você acha fácil expressar alegria na presença daqueles que estão sofrendo?

Mark Driscoll

sábado, 23 de outubro de 2010


"E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas... (Ef 4:11 NVI)

O Dom Espiritual de Evangelismo Definido

O dom de evangelismo é a habilidade e o desejo de comunicar, corajosa e claramente, o evangelho de Jesus Cristo para que não-cristãos tornem-se cristãos.

Pessoas com o Dom de Evangelismo

Os evangelistas freqüentemente se preocupam calorosamente com os perdidos e têm um forte desejo de vê-los conhecer Jesus. Eles sentem compaixão pelos perdidos e procuram seriamente entender as perguntas e dúvidas deles de forma que eles possam prover uma resposta convincente. Freqüentemente um evangelista prefere estar com pessoas na cultura do que ficar na companhia de cristãos na igreja.

Evangelismo nas Escrituras

Lucas 19:10 diz que "o Filho de Homem veio buscar e salvar o que estava perdido." Pessoas acusaram Jesus de ser "um amigo de cobradores de impostos e 'pecadores’" porque ele teve muitos relaçionamentos evangelísticos com pessoas pecadoras (Mateus 11:19). Filipe (Atos 21:8) e Timóteo (2 Timóteo 4:5) também são exemplos de evangelistas.

Você tem esse dom?

Você gosta de estar com não-cristãos e compartilhar o evangelho?
Você consegue se comunicar efetivamente com não-cristãos em uma linguagem que eles conseguem entender?
A conversão de alguém te traz profunda alegria?
Você se sente frustrado quando você não compartilhou sua fé durante algum tempo?
Você gosta de ensinar a outros como compartilhar sua fé?
Você acha fácil de dirigir uma conversa para o assunto Jesus Cristo?

Mark Driscoll

quinta-feira, 21 de outubro de 2010


"Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração..." (1 Co 12:27-28 NVI)

O Dom Espiritual de Administração Definido

O dom de administração é a habilidade dada por Deus de dar direção e tomar decisões em favor de outros, que resultam em operação eficiente e no alcance de metas. A administração inclui a habilidade de organizar pessoas, coisas, informações, finanças, etc. Freqüentemente a marca de um administrador é a habilidade de executar coisas de um modo "decente e ordenado" (1 Coríntios 14:40)

Pessoas com o Dom de Administração

Administradores freqüentemente têm um olho aguçado para detalhes. Eles também podem possuir os talentos naturais de organização, observação e atenção a detalhes, solução de problemas, e capacidade de raciocínio.

Administração nas Escrituras

Jesus organizou Seu ministério escolhendo um círculo interno de três discípulos (Marcos 9:2), designando os doze (Marcos 3:13-14) e enviando os setenta de dois em dois (Lucas 10:1). José (Gênesis 41:41-57; 47:13-26), Jetro (Êxodo 18) e Tito (Tito 1:5) demonstram o dom de administração.

Você tem esse dom?

Quando as coisas são organizadas deficientemente você fica frustrado e deseja ajudar nas correções necessárias?
Você é capaz de tirar ordem do caos?
Você naturalmente organiza sua vida, agenda, finanças, prioridades, etc.?
Você se empolga ao atuar em tarefas e projetos?
Coisas como eficiência e presteza significam mais para você do que para a maioria das pessoas?
Coisas como planilhas eletrônicas, orçamentos, quadros organizacionais e aplicativos, arquivos, canetas marca-texto e etiquetas te fazem feliz?

Mark Driscoll

segunda-feira, 18 de outubro de 2010


"Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda..." (1 Co 12:27-28 NVI)

"Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine;..." (Rm 12:7 NVI)

O Dom Espiritual de Ajuda/Serviço Definido

O dom de ajuda/serviço é a habilidade para trabalhar alegremente ao lado de outro e ajudar aquela pessoa a completar a tarefa que Deus lhes deu. Pessoas com este dom geralmente preferem trabalhar nos bastidores. Eles também tendem a achar alegria ajudando a aliviar os fardos e responsabilidades de outros. Este dom normalmente é acompanhado por uma atitude de humildade e sacrifício, bem como uma habilidade de perceber as necessidades de outros.

Pessoas com o Dom de Ajuda/Serviço

Estas pessoas tendem a demonstrar uma atitude de servo, lealdade, atenção aos detalhes, e receptividade às iniciativas de outros. Eles funcionam bem em posições de detalhe e assistência na liderança.

Ajuda/Serviço nas Escrituras

Mateus 20:28 afirma que "o Filho do Homem [Jesus], que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos." Jesus também disse: "Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve" e Ele até mesmo lavou os pés dos seus discípulos (Lucas 22:27; João 13:5). Já que os servos trabalham freqüentemente nos bastidores, o trabalho deles mas não seus nomes são mencionados freqüentemente na Bíblia (por exemplo: Números 11:17; 1 Timóteo 6:2; Atos 6:1-3). Pessoas citadas na Bíblia que ajudaram a igreja por meio de serviço incluem Febe, Priscila, Aqüila, Trifena, Trifosa (Romanos 16:1-4,12), e João Marcos (Atos 13:5). Algumas dessas pessoas com este dom também são designadas para a liderança como diáconos da igreja (1 Timóteo 3:8-13).

Você tem esse dom?

Você curte ajudar outros a serem mais efetivos no trabalho deles?
Você prefere trabalhar nos bastidores?
Quando alguém está fazendo seu trabalho deficientemente seu primeiro instinto é ajudar em vez de criticar?
Você prefere trabalhar em uma posição de suporte em vez de uma posição de liderança?
Quando você ouve falar de alguém em necessidade, você oferece seus serviços quando possível?
Quando alguém pede sua ajuda, você tem dificuldade de dizer não?

Mark Driscoll

sexta-feira, 15 de outubro de 2010


"Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres;..." (1 Co 12:27-28 NVI)

"Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine;..." (Rm 12:7 NVI)

O Dom Espiritual de Ensino Definido

O dom de ensino é a capacidade concedida por Deus de compreender e comunicar a verdade bíblica de forma clara e relevante para que haja compreensão e aplicação.

Pessoas com o Dom de Ensino

Aprender, pesquisar, comunicar e ilustrar a verdade são qualidades que um indivíduo manifestará ao exercitar o dom de ensino. Estas pessoas gostam de estudar e aprender novas informações e obtém grande alegria compartilhando isto com outros. O formato do ensino pode variar de um discipulado um a um até classes formais, estudos bíblicos informais, grandes grupos, e pregação que é uma forma de ensino.

Ensino no Ministério de Jesus

Por todos os evangelhos, Jesus era comumente chamado de Rabbi, que quer dizer "mestre." Mateus 4:23 diz que "Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando" e Mateus 7:28-29 dizem que "Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas."

Ensino nas Escrituras

Áqüila e Priscila (Atos 18:26), Paulo (Atos 19:8-10; 20:20; Colossenses 1:28; 1 Timothy 2:7), presbíteros/pastores (1 Timóteo 3:2; 5:17), Timóteo (1 Timóteo 4:11,13; 6:2), e as mulheres piedosas (Titus 2:2-4), todos demonstram o dom de ensino.

Você tem esse dom?

Você gosta de estudar e pesquisar?
Você gosta de transmitir a verdade bíblica a outros?
Outras pessoas vêm até você em busca da sua perspectiva nas Escrituras?
Quando você ensina, as pessoas "captam"?
Quando você vê pessoas confusas no entendimento da Bíblia você sente uma responsabilidade de falar a elas sobre o assunto?
Você gosta de falar a grupos de vários tamanhos acerca de questões bíblicas sobre as quais você tem fortes convicções?

Mark Driscoll

quarta-feira, 13 de outubro de 2010


"Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos..." (1 Co 12:27-28 NVI)

"E ele designou alguns para apóstolos..." (Ef 4:11 NVI)

O Dom Espiritual de Apóstolos Definido

Há muita confusão sobre o dom espiritual de apostolado porque muitas vezes há uma falha em distinguir o ofício de apóstolo do dom de apóstolo. O ofício de apóstolo refere-se aos doze escolhidos por Jesus (p.ex., Mateus 10:1; 19:28; 20:17; Marcos 3:13-19; 6:7; 9:35; 10:32; Lucas 6:12-16; 8:1; 9:1; 22:19-30; João 6:70-71; Apocalipse 21:14). Os requisitos para o ofício de apóstolo incluem ser uma testemunha ocular da vida e ressurreição de Jesus (Atos 1:21-26). Outro requisito é o poder miraculoso (Atos 2:43; 5:12; 8:18; 2 Coríntios 12:12; Hebreus 2:4). Portanto, apóstolos não existem hoje (p.ex., escrevendo livros da Bíblia), embora a função do seu ofício permanece existindo em um sentido restrito.

Apostolado em um Sentido Secundário

Por exemplo, apostolado em um sentido secundário aplica-se a pessoas como Barnabé (Atos 14:3-4, 14), Apolo e Sóstenes (1 Coríntios 4:6-9), Andrônico e Júnias (Romanos 16:7), Tiago (Gálatas 1:19), e Silas e Timóteo (1 Tessalonicenses 1:1; 2:6). Eles, como os apóstolos hoje, eram indivíduos capacitados enviados de um lugar para outro para iniciar e estabelecer igrejas locais (Atos 13:3-4). Este dom também inclui a capacidade de ministrar de forma transcultural (Atos 10:34-35; Efésios 3:7-8). Nos dias de hoje, plantadores de igreja e missionários estão operando na esfera do seu dom de apostolado, bem como líderes cristãos que Deus levanta para liderar e influenciar múltiplas igrejas e pastores.

Pessoas com o Dom de Apostolado

Estas pessoas muitas vezes têm um bom número de dons, tais como evangelismo, ensino, liderança, fé e exortação e são motivadas por novas e difíceis tarefas.

Apostolado nas Escrituras

Hebreus 3:1 afirma: "Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus." Jesus também edifica a igreja (Mateus 16:18; Hebreus 3:1-6). Ele é a principal pedra angular da igreja, na qual o fundamento dos profetas e apóstolos é posta (Efésios 2:20), e sobre a qual Ele governa como Supremo Pastor (1 Pedro 5:4). Paulo é outro exemplo (Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Colossenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, e Tito, todos começam com Paulo anunciando a si mesmo como um apóstolo). Também, uma leitura de Atos indica que Paulo servia de forma transcultural e plantava igrejas. Pedro também detinha o ofício de apóstolo (Gálatas 2:8; 1 Pedro 1:1).

Erros Comuns quanto a Apóstolos

Líderes de seitas e falsos mestres afirmam ter autoridade que é, na prática, igual a das Escrituras porque eles são como aqueles apóstolos que escreveram a Bíblia. Mas essas pessoas são falsos apóstolos (2 Coríntios 11:13; Apocalipse 2:2) e "super-apóstolos" auto-iludidos (2 Coríntios 11:5, 13; 12:11).

Você tem esse dom?

Você consegue ministrar transculturalmente de forma efetiva?
Você foi chamado e qualificado para plantar uma igreja?
Pode começar uma igreja do nada?
Você é um empreendedor?
Deus te deu liderança e influência sobre múltiplas igrejas como um líder de um movimento?
Você consegue desbravar um ministério onde outros falharam?

Mark Driscoll

segunda-feira, 11 de outubro de 2010


"Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de curar, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas." (1 Co 12:8-10 NVI)

O Que é o Dom Espiritual de Discernimento?

O dom espiritual de discernimento é a capacidade de rapidamente perceber se tais coisas como pessoas, eventos, ou crenças são de Deus ou de Satanás. As pessoas com o dom de discernimento sabem que Satanás e seus demônios disfarçam-se como santos (1 Cor. 11:14-15). Também sabem que Satanás opera falsos milagres (Ex. 7:11-22; 8:7; Mt. 7:21-23; 2 Tim. 3:8) para enganar as pessoas (2 Tess. 2:9), e que ele capacita falsos mestres (2 Ped. 2:1), falsos profetas (Mt. 7:15), falsos apóstolos (2 Cor. 11:13) e falsas doutrinas (1 Tim. 1:3; 6:3).

Discernimento nas Escrituras

Jesus era capaz de perceber a presença de Satanás (Mt. 4:1-11), ver quando alguém era influenciado por Satanás (Lucas 22:31), e saber quando as palavras de alguém foram influenciadas por Satanás (Mt. 16:23). João (1 João 4:1), Paulo (Atos 16:16-18), Pedro (Atos 5:1-11), e os discípulos (Mt. 10:1), todos demostraram o dom de discernimento.

Você tem esse dom?

Você sente uma responsabilidade especial de proteger a verdade da Palavra de Deus mediante a exposição daquilo que está errado?
Você faz frequentemente uma rápida avaliação de alguém ou de algo que foi dito, que outros não percebem, e que no entanto provou estar correto?
Você tem uma sólida compreensão das Escrituras e uma sensibilidade à orientação de Deus, o Espírito Santo?
Você está agudamente consciente do pecado moral e da heresia doutrinária?
Pode ler um livro ou ouvir um mestre e quase imediatamente descobrir um falso ensino?
Você tem uma consciência da presença demoníaca e de como ajudar as pessoas a serem libertas de demônios?

Mark Driscoll

sábado, 9 de outubro de 2010


"Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de curar, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas." (1 Co 12:8-10 NVI)

O Que é o Dom Espiritual de Milagres?

O dom de milagres é a habilidade para clamar a Deus para que Ele execute ações sobrenaturais que revelam o Seu poder. Pessoas com o dom de milagres vêem Deus apresentar-se de formas extraordinárias, de pequenos eventos diários a grandes exibições em público. Exemplos da Bíblia incluem a expulsão de demônios das pessoas, a natureza obedecendo a autoridade de Deus, e o mortos sendo ressuscitados. Obviamente, esse tipo de coisa é incomum e não acontece regularmente. Se assim não fosse eles não seriam vistos como milagrosos. As pessoas com este dom não buscam sinais e maravilhas, mas eles esperam que sinais e maravilhas sigam o povo de Deus que segue a Jesus.

Milagres nas Escrituras

Atos 2:22 diz que Jesus operou muitos milagres, e João 20:20-31 diz que os muitos milagres de Jesus eram para provar que Ele era Deus. Jesus comandou a natureza (Marcos 4:35-41), expulsou demônios (Marcos 5:1-13; Mateus 12:22), caminhou sobre a água (Marcos 6:45-51), transformou água em vinho (João 2:1-11), e alimentou 5000 pessoas com o lanche de um menino (João 6:1-14).

Os apóstolos fizeram "muitos sinais milagrosos" (Atos 2:43), Estevão fez "grandes" milagres (Atos 6:8), e Paulo fez milagres "extraordinários" em Éfeso (Atos 19:11). Além disso, Paulo expulsou demônios (Atos 16:16-18), Deus cegou um feiticeiro para Paulo (Atos 13:6-12), e havia muitos milagres cercando os ministérios de Moisés, Elias e Eliseu.

Erros Comuns Relacionados a Milagres

Algumas pessoas que reivindicam ter este dom utilizam-no para exaltar-se a si mesmas, mas o dom existe para exaltar a Deus e propagar o nome de Jesus.
Alguns dizem que as pessoas mais piedosas possuem este dom, mas até mesmo João Batista nunca operou um milagre (João 10:41).
Alguns cristãos são propensos a perseguir sinais e maravilhas, mas Jesus disse que é uma coisa ruim e má buscar um sinal (Lucas 11:29).
Algumas pessoas acham que um sinal ou milagre é algo que garantidamente provaria a um não-cristão que Jesus é real, mas Jesus disse que algumas pessoas nunca acreditariam nEle, mesmo que vissem um milagre (João 4:48).
Você tem esse dom?

Você realmente acredita que Deus pode fazer o impossível?
Quando você lê sobre os muitos milagres na Bíblia, estes lhe encorajam porque você gosta de ver Deus ser conhecido de formas que não podem ser ignoradas?
Você já viu alguém ser libertado de opressão demoníaca?
Você já viu Deus operar milagres?
Quando você ouve falar de milagres ou vê algum milagre, sua fé em Deus é grandemente aumentada?
Você usa histórias dos milagres de Deus para ajudar a provar a outros que Jesus é Deus?

Mark Driscoll

sexta-feira, 8 de outubro de 2010


"E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres..." (Ef 4:11 NVI)

O Dom Espiritual de Pastor / Aconselhamento Bíblico Definido

Em um sentido, pastorear é o ofício reservado para aqueles homens que atendem os critérios bíblicos (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). Em outro sentido, há também um dom pastoral geralmente conhecido como pastoreio ou aconselhamento bíblico que Deus dá a pessoas na igreja além dos pastores/presbíteros. Estas pessoas protegem, guiam, aconselham e discipulam outras pessoas.

Pessoas com o Dom de Pastor / Aconselhamento Bíblico

A pessoa com o dom de pastor tem um amor pelas pessoas que a compele a se reunir com gente para cuidar deles e guiá-los com instrução bíblica. Pessoas com este dom encontram grande alegria ao ver pessoas amadurecendo na fé e superando pecados insitentes e o desânimo.

Pastor / Aconselhamento Bíblico nas Escrituras

Jesus é chamado o "Bom Pastor" (João 10:11-14; 13:20; 1 Pedro 2:25) e o "Supremo Pastor" (1 Pedro 5:4). A Bíblia também nos dá vislumbres de Jesus sentando com pessoas para pastoreá-las, como a interação dEle com a mulher samaritana no poço em João 4. Paulo é outro exemplo de pastor ou conselheiro bíblico (Atos 20:17-35).

Você tem esse dom?

Você tem um profundo amor pelas pessoas que o compele a cuidar delas?
Você gosta de encontrar-se com pessoas para ouvir a história da vida delas e provê-las com aconselhamento bíblico?
Quando fica sabendo que alguém está sofrendo, seu primeiro instinto é tentar encontrar-se com essa pessoa para ajudar?
Você é capaz de apontar pecado e tolice na vida de alguém de uma maneira amorosa que esse alguém recebe como útil?
Você gosta de encotrar-se com cristãos para ajudá-los a amadurecer na fé?
Pessoas te procuram para aconselhamento e instrução?
Mark Driscoll

quinta-feira, 30 de setembro de 2010


"Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de curar, pelo único Espírito;" (1 Cor. 12:8-9 NVI)

Estes dons estão inextricavelmente ligados à liberdade de Deus. Quando se trata de coisas como curas e milagres, algumas pessoas gostam de dizer que Deus tem que curá-las, enquanto outras dizem que Deus, na verdade, não pode mais fazer coisas miraculosas. Essas pessoas estão dizendo ou que Deus deve fazer alguma coisa ou que Deus não pode fazer alguma coisa. As duas posições devem ser rejeitadas, porque Deus é livre para fazer o que achar conveniente.

O Dom Espiritual de Curar Definido

O dom de curar é a capacidade de pedir a Deus para curar doentes através de meios sobrenaturais de forma a revelá-lO.

Pessoas com o Dom de Curar

Quem tem o dom de curar confia que Deus pode curar os doentes e ora com fé para a recuperação física das pessoas necessitadas. Essas pessoas vêem a cura como um sinal que Deus utiliza para revelar seu poder de forma que muitos venham a crer em Jesus Cristo. Pessoas com este dom não vêem alguém ser curado cada vez que pedem a Deus, já que curar é algo que somente Deus pode decidir fazer (p.ex: Gl 4:13-14; Fp 2:27; 1 Tm 5:23; 2 Tm 4:20).

Cura nas Escrituras

Mateus 4:23-24 e 9:35 falam das muitas curas de Jesus. Os doze tinham o dom de curar (Mt 10:1), bem como os setenta (Lucas 10:8-9), Pedro(Atos 5:14-16), e Paulo (Atos 3:1-8). Além disso, os presbíteros da igreja deveriam orar pel os doentes para que Deus possivelmente venha a curá-los (Tiago 5:13-16).

Erros Comuns Relacionados a Curas

Alguns afirmam que os dons de caráter mais sobrenatural, tais como curar, deixaram de operar no final do primeiro século, mas os pais da igreja do segundo e terceiro séculos relataram que tais coisas como curas continuaram a ocorrer nos seus dias.
Há quem diga que se um testemunho de cura é dado, é para ser crido, mas uma cura também precisa ser verificada (p.ex. por um médico) para ajudar a comprovar o que Deus fez.
Há quem diga que curas deveriam ser realizadas no meio do culto, mas não há registro de que isso tenha acontecido no Novo Testamento, o que pode significar que curar, assim como alguns outros dons, não é utilizado da melhor forma durante um culto.
Alguns grupos radicais ensinam que uma vez que Deus pode curar, os cristãos não deveriam utilizar-se de médicos, mas a Bíblia não fala contra médicos, e médicos como Lucas utilizavam seu conhecimento médico como parte de seu ministério pastoral de ajudar as pessoas (Cl 4:14; 2 Tm 4:11; Fm 1:24).
Há quem diga que a andando na fé e não pecando, o cristão jamais deveria ficar doente, mas Epafrodito (Fp 2:25-27), Timóteo (1 Tm 5:23), Trófimo (2 Tm 4:20), e Paulo (1 Co 2:3; 2 Co 11:30; 12:5, 7-10; Gl 4:13) tinham, cada um, alguma doença não curada, não obstante o fato de amarem profundamente a Deus e andarem fielmente com Jesus.
Você tem esse dom?

Aqui vão algumas perguntas para você fazer a si mesmo:

Você sente uma profunda compaixão por pessoas que estão doentes?
Você tem uma profunda convicção de que Deus pode curar quem Ele quiser?
Você gosta de orar por pessoas que estão doentes?
Já viu Deus curar alguém?
Quando Deus cura alguém, você fica entusiasmado porque isso ajuda a revelar Seu poder a outros?
Você anseia pela chegada do reino de Deus, quando toda doença terá fim porque o pecado e os seus efeitos não existirão mais?
Mark Driscoll

quinta-feira, 23 de setembro de 2010


"Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de curar, pelo único Espírito;" (1 Cor. 12:8-9 NVI)

O Dom Espiritual de Fé Definido

O dom da fé é a capacidade de prever o que precisa ser feito e confiar em Deus para conseguir fazer ainda que pareça impossível para a maioria das pessoas.

Pessoas com o Dom de Fé

Pessoas com o dom da fé confiam em Deus em situações difíceis e até mesmo impossíveis quando outros estão prontos a entregar os pontos. Estas pessoas são frequentemente visionários que sonham grandes sonhos, oram grandes orações, e tentam grandes coisas para Jesus. Também tendem a ser otimistas, esperançosas, perseverantes, orientadas a mudanças e focadas no futuro. Estas pessoas também tendem a ser muito convincentes quanto à verdade das Escrituras porque elas próprias estão convencidas da verdade e do poder de Deus e da Sua Palavra.

Fé nas Escrituras

Em certo sentido, toda a vida e ministério de Jesus pode ser resumida como uma vida de fé porque ele continua e perfeitamente confiava em Deus, o Pai, em todas as coisas.

A fé também é ilustrada na vida de Paulo (Atos 27:21-25), Estevão, que estava "cheio de fé" ( Atos 6:5), e a mãe de Jesus, Maria, que confiou que Deus lhe daria um filho apesar dela ser virgem (Lucas 1:26-38). Hebreus 11 também enumera um grande número de fiéis que tinham o dom da fé.

Você tem esse dom?

Aqui vão algumas perguntas para você fazer a si mesmo:

Você vê os obstáculos como oportunidades e confia em Deus para o impossível?
Você se pega freqüentemente gloriando-se do poder de Deus e do que O viu fazer?
Você se sente motivado por novos ministérios?
Sente-se contrariado por alguém que manifesta a opinião de que algo não pode ser feito ou consumado?
É comum outros crentes virem até você em busca de esperança quando se defrontam com uma tentação ou tarefa aparentemente esmagadora?
Você tem um ministério de oração eficaz, com muitas respostas maravilhosas à orações que eram impossíveis do ponto de vista humano?
Mark Driscoll

segunda-feira, 13 de setembro de 2010


"Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento;" (1 Cor. 12:8 NVI)

O Dom Espiritual de Conhecimento Definido

A palavra de conhecimento é a capacidade de pesquisar, recordar, e fazer uso efetivo de uma variedade de informações em uma série de diferentes temas.

Pessoas com o Dom de Conhecimento

Essas pessoas gostam de estudar, adoram aprender, e não ficam satisfeitas com um conhecimento superficial dos temas. Eles sentem-se compelidos a realizar estudos aprofundados e compilar as suas conclusões para que outros possam beneficiar-se das suas longas horas de estudo concentrado. Pessoas com este dom espiritual amam a Deus com toda a sua mente (Marcos 12:29-30). E essas pessoas tendem a gostar de notas de rodapé.

Conhecimento no Ministério de Jesus

Durante todo o seu ministério, Jesus freqüentemente citava as Escrituras do Antigo Testamento, de memória, porque tinha se comprometido a ser um estudante fiel das Escrituras. Jesus também repreendeu os estudiosos dos seus dias porque eles estudavam a Bíblia, mas não o amavam, que é o propósito de todo o estudo (João 5:39).

O conhecimento é ilustrado nas vidas de Esdras (Esdras 7:10), Salomão (Eclesiastes 1:13; 7:25; 8:9), e Timóteo (2 Timóteo 2:15).

Você tem esse dom?

Aqui vão algumas perguntas para você fazer a si mesmo:

Você gosta de estudar?
Você tem uma boa memória que retém e compila grandes volumes de informação?
Outras pessoas freqüentemente chamam a atenção para a sua capacidade de conhecer e entender a Palavra de Deus?
As pessoas costumam vir até você com problemas e questões difíceis da Bíblia em busca do seu ponto de vista porque sabem que você tem respostas ou vai procurá-las?
Ao estudar a Palavra de Deus você tem percebido que novas perspectivas e o entendimento de temas difíceis são relativamente fáceis para você?
Você fica frustrado quando ouve ensino ruim de alguém que não se preparou adequadamente?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010


Tendo colocado alguns princípios fundamentais relativos aos dons espirituais, Paulo começa a enumerar alguns dos dons espirituais: "Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento;" (1 Cor. 12:8 NVI)

O Dom Espiritual de Sabedoria Definido

O dom de sabedoria é a capacidade de ter discernimentos sobre pessoas ou situações que não são óbvias para a pessoa mediana, combinada com uma compreensão sobre o que fazer e como fazer. É a possibilidade de não apenas ver, mas também de aplicar os princípios da Palavra de Deus aos assuntos práticos da vida por meio do "espírito de sabedoria" (Ef 1:17).

Pessoas com o Dom de Sabedoria

Essas pessoas muitas vezes têm uma capacidade de sintetizar a verdade bíblica e aplicá-la às vidas das pessoas de tal forma que elas façam boas escolhas e evitem erros insensatos. Essas pessoas funcionam bem hoje em dia como treinadores, conselheiros e consultores.

Sabedoria no Ministério de Jesus

Lucas 2:40-52 diz que Jesus foi "enchendo-se de sabedoria" como menino e "crescia em sabedoria" como um jovem de forma que os doutores dos seus dias "se admiravam da sua inteligência." Multidões que ouviram Jesus ensinar diziam: "Que sabedoria é esta que lhe foi dada?" (Marcos 6:2). Em Mateus 12:42, Jesus disse que era mais sábio que Salomão. E em Lucas 21:15, Ele disse: " eu vos darei boca e sabedoria." Também somos informados de que Jesus é a "sabedoria de Deus" (1 Cor 1:24,30).

A sabedoria também é ilustrada nas vidas de Josué (Deut 34:9), Salomão (1 Reis 3:5-28), e Daniel (Daniel 1:17-20; 2:19-23).

Você tem esse dom?

Aqui vão algumas perguntas para você fazer a si mesmo:

Quando estuda a Palavra de Deus, você percebe que descobre o significado e suas implicações antes dos outros?
Você parece compreender coisas sobre a Palavra de Deus que outros crentes com o mesmo histórico e experiência não parecem saber?
Você tem condições de aplicar a verdade bíblica de uma forma prática para ajudar a aconselhar outros a fazer boas escolhas na vida?
Você fica frustrado quando as pessoas tomam decisões insensatas que prejudicam a qualidade de vida delas porque você sabe o que elas deveriam ter feito?
Percebe que quando as pessoas têm importantes decisões a tomar, vêm até você para oração e aconselhamento bíblico?
Considera que quando você aconselha as pessoas, Deus, o Espírito, concede-lhe sabedoria para compartilhar com elas das Escrituras, que elas então aceitam como verdade de Deus para elas através de você?

Mark Driscoll

segunda-feira, 30 de agosto de 2010


Os Dons Espirituais Servem ao Senhorio de Jesus

Vocês sabem que, quando eram pagãos, de uma forma ou de outra eram fortemente atraídos e levados para os ídolos mudos. Por isso, eu lhes afirmo que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: "Jesus seja amaldiçoado"; e ninguém pode dizer: "Jesus é Senhor", a não ser pelo Espírito Santo. (1 Cor. 12:2-3 NVI)

O aspecto primordial do ministério e dos dons espirituais é revelar o senhorio de Jesus Cristo como Deus sobre todas as pessoas e coisas. Então, se alguém diz ser cristão ou quer exercer um ministério mas não afirma o senhorio de Jesus Cristo, essa pessoa não têm o Espírito Santo. A evidência primária de uma pessoa ter o Espírito santo é o seu amor e submissão a Jesus.

Os Dons espirituais são concedidos pela Trindade

Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. (1 Cor. 12:4-6 NVI)

Aqui nós vemos que toda a Trindade está envolvida em conceder dons à igreja para o ministério.

Cada dom espiritual existe para beneficiar a igreja inteira

A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum. (1 Cor. 12:7 NVI)

Qualquer que seja o dom de alguém, o propósito do dom é edificar e beneficiar toda a igreja, não só edificar o indivíduo que está utilizando o dom.

Dons espirituais são designados por Deus

Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, como quer. (1 Cor. 12:11 NVI)

Dons espirituais são determinados por escolha de Deus; nós não podemos escolher nosso dom. Portanto, qualquer pessoa que esteja insatisfeita com a forma como Deus a fez, está, na realidade, queixando-se por Deus não ter lhe dado o dom que queria. Isso é semelhante a uma criança mimada que desembrulha um presente somente para ficar reclamando dele.

Mark Driscoll

quarta-feira, 25 de agosto de 2010


Infelizmente, parece que a ignorância quanto aos dons espirituais persiste em nossos dias. É importante esclarecer alguns dos aspectos mais debatidos sobre os dons espirituais.

* Os dons espirituais diferem dos talentos naturais (por exemplo: habilidade musical, criatividade, aptidão atlética, habilidades computacionais) já que aqueles são concedidos no novo nascimento e estes são concedidos no nascimento.

* Como nenhuma lista de dons espirituais no Novo Testamento parece inteiramente completa, a compilação de todas as listas pode ainda não resultar em uma lista completa (1 Coríntios 12:8-10; 28; Romanos 12:6-8; Efésios 4:11 e 1 Pedro 4:11).

* A cada um de nós é concedida uma porção distinta de um dom.

* Devemos estar abertos a servir fora da nossa área de dons.

* Deus também nos dará paixões e oportunidades além dos talentos naturais e dons espirituais.

* Descobrir nosso(s) dom(ns) está relacionado a avaliar nossos desejos, alegrias e eficiência.

* Todo dom deve ser cultivado de forma a nos tornarmos mais eficazes em nossa obra no ministério.
(Mark Driscoll)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

DONS ESPIRITUAIS


Olá pessoal!

Nas próximas semanas estarei postando uma série de artigos escritos por Mark Driscoll que estão relacionados a esta questão da temática dos dons espirituais. O conteúdo dos mesmos encontram-se em inglês no site The Resurgence e em português no site Bom Caminho, a quem deixo aqui meus agradecimentos e créditos.

Bom proveito!

Durante a Sua vida na terra, Jesus foi capacitado pelo Espírito Santo para exercer Seu ministério. Jesus disse que um dia os cristãos fariam um ministério ainda maior do que ele fez (João 14:12). Isso não significa que os cristãos são maiores que Jesus. Significa que os cristãos que também recebem poder e são capacitados pelo Espírito Santo podem ministrar a muito mais pessoas que do que Jesus porque há bilhões de cristãos hoje espalhados pela Terra. Portanto, agora que estamos iniciando nosso estudo dos dons espirituais é de suprema importância que nós enxerguemos primeiro que nosso ministério pessoal é a continuação do ministério de Jesus. Ou, resumindo, os dons de Deus são distribuídos pelo Espírito de Deus de forma que a igreja de Deus possa ministrar como o Filho de Deus.

Há quatro posições básicas na questão dos dons espirituais:

Cessationista
Dons sobrenaturais (por exemplo, línguas e profecia) só funcionaram na igreja primitiva e não devem ser praticados hoje.

Carismática
Dons sobrenaturais são concedidos a toda geração e deveriam ser praticados hoje de acordo com os limites bíblicos.

Carismaníaca
Dons sobrenaturais são concedidos a toda geração. Revelações contemporâneas são, na prática, iguais à Bíblia.

Pentecostal
Essencialmente igual à posição carismática, mas só cristãos que falam em línguas têm o Espírito santo.

(Mark Driscoll)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Firmados em Cristo


Olá pessoal!

Penso que uma das maiores ansiedades na vida daqueles que realmente desejam andar como seguidores de Jesus Cristo e experimentar a vida de Deus sendo vivida neles é justamente alcançar tal realidade.

Veja bem, somos parte de uma cultura de realizações e, portanto, estamos sempre fazendo a leitura da vida como uma realidade que nós temos que fazer acontecer. De fato isto é assim em muitos sentidos e em várias dimensões de nossa vida, mas não no que diz respeito a vida espiritual, ou ao que chamamos de discipulado.

O fato é que a vida espiritual, ou a vida em Deus, ou viver nas realidades do Reino de Deus, é algo sobrenatural. Não é alcançado pelo nosso próprio esforço, que somente serve para atrapalhar o processo. Tenho conversado com muitas pessoas, a maioria delas nesta questão são cristãos antigos, pessoas que já fazem parte da igreja a muito tempo, mas que estão com suas vidas vazias e sentem-se frustradas por não viverem aquilo que gostariam de viver para Deus.

Vamos começar por aqui! Não vivemos para Deus, vivemos em Deus. Jesus nos diz isto em João 15 com a Parábola da Videira. Sua ordem é para que permaneçamos nele. Ou seja, estamos em Jesus, nossa vida está colocada nele, então, não estamos tentando viver para ele, nós estamos vivendo nele.

Outro aspecto importante neste ponto é compreender que aquele que garante que permaneçamos em Jesus é o próprio Pai. Ele é o Agricultor que cuida da Videira e de seus ramos. Portanto, o que precisamos fazer é confiar no seu cuidado para conosco. Confiar que a cada dia o Pai estará cuidando de nossa vida, através do Espírito Santo, o Pai, estará trazendo a seiva da vida de Jesus Cristo ao nosso ser.

Veja este texto de 2 Coríntios 1.21-22:

"Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir."

Se compreendermos aquilo que a Palavra de Deus está nos dizendo aqui através do apóstolo Paulo, então, vamos ter nossos corações tomados de alegria, paz e segurança. Não depende de nosso esforço o manter nossa vida liga a Jesus Cristo, este é um trabalho do Pai, mediante a presença do Espírito Santo em nós.

Talvez você esteja pensando: "então eu não tenho que fazer nada?" A resposta para esta questão é não e sim. Não! Você não tem que fazer nada para garantir que seus feitos sejam a base que garantirá sua permanência em Jesus Cristo. Sim! Você tem que fazer tudo o que, naturalmente, flui de sua vida de permanência em Jesus Cristo.

Deixe-me colocar isto de um modo prático. Você não tem que orar, jejuar, ler a Bíblia, participar dos encontros com a igreja, evangelizar, ajudar as pessoas, contribuir, etc, etc, etc. Como uma forma de através deste seu esforço manter-se ligado a Jesus Cristo.

Contudo, quando Deus vai operando em nossa vida, mantendo-nos ligados a Jesus Cristo, fluirá naturalmente de nós, a oração, a meditação nas Escrituras e tudo o mais. É uma questão de mudança de mente, mudança na maneira de pensar e ver todas estas coisas.

Quando dependemos de nosso esforço próprio para mediar nossa relação com Jesus Cristo, no lugar da graça de Deus, então, quando estivermos dando conta de fazer todas as coisas que achamos que temos que fazer, nos sentimos no direito de ir até Deus e de falar em nome de Jesus Cristo. Mas, quando falhamos, então, nos sentimos desanimados e culpados, e não achamos que podemos estar na presença de Deus, em Jesus Cristo.

Por outro lado, quando acreditamos que é Deus quem nos mantém em Jesus Cristo, como o texto nos mostra aqui, então, a cada manhã, vamos recorrer ao depósito da graça, vamos solicitar ao Pai que sua obra seja feita em nós neste novo dia, rogar para que ele, apesar de nossas limitações e mesmo em meio muitas vezes a nossa rebeldia, continue nos mantendo em Jesus Cristo. Isto vai gerar segurança e trará arrependimento, quando estivermos agindo de uma maneira contrária a Jesus, pois vamos nos lembrar que não saímos dele, estamos agindo em rebeldia estando nele.

O que fundamenta tudo o que estou tentando mostrar aqui é a fé! O justo viverá pela fé! Pela certeza de que em Jesus Cristo, o Pai nos deu tudo o de que precisamos para a vida. E a certeza de que, assim como não foi pelo nosso esforço, e sim pelo nosso reconhecimento de incapacidade e dependência, que nossa vida foi colocada em Cristo, também é pela mesma postura de reconhecimento e dependência que nossa vida é mantida nele, pelo amor e poder do Pai.

No Caminho,

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mito 4: A igreja é um lugar sossegado.


Olá pessoal!
Não consegui ainda retomar meu ritmo como gostaria, e conseguir escrever semanalmente, mas tenham paciência, logo chego lá, risos.

Bem, quero compartilhar com você um último mito (na verdade tem muitos outros, mas vou parar este tema por aqui) sobre o que as pessoas pensam dá igreja.
Para muitos a igreja é um lugar tranquilo, onde se sentiram seguras, confortáveis, participando de uma boa programação que trará paz e sossego para suas vidas.
Nada mais equivocado. Conforme as Escrituras a igreja é o povo de Deus em missão na terra. O que significa dizer que somos um povo envolvido com aquilo que Deus está realizando na história, na nossa história e na história de outros. E, portanto, a igreja é um povo que vive como peregrino, que não tem previsibilidade diante de si.
Jesus Cristo, o Senhor da Igreja, o Rei do Reino, aquele que expressa plenamente quem Deus é para nós, enviou seu Espírito Santo, que também é Deus, para estar conosco, andar entre nós, nos empoderar e liderar na missão de compartilhar as boas novas de que Deus, apesar de nossa rebelião, em Jesus Cristo, na sua morte e ressurreição, estende a nós a oportunidade para nos arrependermos e sermos perdoados.
Quando aceitamos a oferta de Deus por nós em Jesus Cristo, nos colocamos debaixo de seu governo e quando fazemos isso, nos tornamos discípulos de Jesus e parte da igreja missional de Deus no mundo. Ou seja, ser igreja é ser parte de um povo que vive em missão no mundo. Um povo que não vive mais para si mesmo, mas para aquele que por ele morreu e ressuscitou. Um povo que não busca seus próprios interesses, mas os interesses de Deus. Um povo que não quer programação, quer missão. Que não quer conforto, quer serviço. Um povo que esta disposto a amar os seus inimigos, a orar pelos que os perseguem, a dar o que recebem de Deus.
Isto é Igreja! É ser parte do mais fascinante projeto de vida, o ser povo de Deus, peregrinos neste mundo, compartilhando com outros que um novo Rei está reinando, vivendo entre o "já e o ainda não do Reino", compartilhando dos feitos do Pai, sendo cooperadores com o Espírito Santo na obra de redenção que Deus está operando no cosmos.

No Caminho....

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A igreja é uma instituição humana


Estou de volta e continuaremos a pensar a respeito de alguns "mitos e verdades sobre a igreja".

O que trataremos aqui é um dos mais polêmicos. Diz respeito a natureza da igreja em si. Para muitas pessoas a igreja (muito não dizem isto com palavras, mas suas ações demonstram) não passa de uma organização humana, assim como o Rotary Club e outros afins.

É verdade que a igreja, ao longo da história vai se moldando as realidades sociológicas que a cerca para que possa ter uma forma, poderíamos pensar nisto como um odre, mas sua essência é o que está dentro, o vinho, e não o que a modela externamente. Ao longo de nossa história, este molde, o odre, que se tornou mais comum foi o da Denominação.

Desde de a Reforma Protestante uma série de seguimentos da igreja cristã que rompeu com a Igreja Estatal Romana, vem sendo desenvolvida, e com seu desdobramento, várias denominações surgiram: presbiterianos, batistas, luteranos, assembleianos, etc, são alguns exemplos.

Depois vieram os movimentos carismáticos, dos quais acabaram saindo vários novos grupos das denominações já existentes, seguidos pelas chamadas "comunidades", e agora pelas igrejas ditas "não-denominacionais", as igrejas chamadas "apostólicas" e o atual movimento das ditas "igrejas emergentes". Entremeado a todas estas manifestações tivemos ao longo da história o surgimento de vários movimentos missionários visando algum tipo de grupo específico, que passaram a ser chamados de "paraeclesiásticos", exemplos destes são: ABU, JOCUM, MPC, entre outros no Brasil.

Uma primeira questão que precisa ficar claro aqui é que todos estes que foram mencionados acima, sejam movimentos denominacionais, não-denominacionais, ou "paraeclesiáticos", na verdade são "para-eclesias" (paralelos a igreja). Todos eles devem ser entendidos como "odres" que carregam a verdadeira essência do que a igreja é.

Outro ponto a ser considerado é que, principalmente no ocidentes, as mais diversas manifestações da igreja, nos últimos 50 anos tem passado pela questão da perspectiva "empresarial", pois em muitos aspectos, dentro de nossa cultura, temos que lidar com questões que de fato são de estruturas mais "corporativas" na existência sociológica da igreja.

Tudo isto tem levado muitas pessoas ao equivoco de achar que a igreja é uma instituição como qualquer outra instituição humana, mas isto é um mito.

Qual é a realidade? A Realidade é a que podemos ver exposta em Mateus 16.18: "E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la".

Conforme esta afirmação de Jesus Cristo, a igreja é uma realidade espiritual que se faz existir historicamente mediante a proclamação do Evangelho do Reino de Deus e seu acolhimento por parte de pessoas que reconhecem que Jesus é o Messias, ou seja o Rei deste Reino, e que submetem suas vidas a seu governo, e comprometidos com isto passam a viver de conformidade com este Reino e a convocar outras pessoas a reconhecerem a Jesus como Senhor de suas vidas, e tal avanço faz com que o Hades (inferno, uma metáfora para a oposição de Satanás ao governo de Jesus) não prevaleça contra o avanço deste Reino.

Em outras palavras, a igreja é um organismo vivo, é o Corpo de Cristo na terra, com suas imperfeições devido ao fato de estar sendo formada por homens e mulheres que são pecadores redimidos pela graça e que estão em um processo de formação para se tornarem a perfeita e plena habitação de Deus no mundo.

Não devemos confundir os aspectos, necessários contudo secundários, das estruturas sociológicas e culturais que dão razão de ser a igreja em um contexto especifico, com a igreja em si. Ser igreja é ser o povo de Deus na terra, um povo que avança em missão, como peregrinos neste mundo, até que cheguemos a eternidade, que é a vinda plena do Reino de Deus entre nós.

No Caminho,

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Estou de volta


Olá pessoal!

Quero agradecer a todos os meus leitores pela consideração em acolherem comigo este momento de luto.
A vida segue! Neste último mês e meio eu tenho corrido com muitas coisas e minha agenda se tornou um tanto quanto confusa, mas tudo começa a se assentar e estou de volta.
A saudade vai ser minha companheira de viagem até que o Reino chegue: saudade de meus avós e agora de meu pai, mas sei que tudo será por um breve tempo.
Amanhã tem post novo.

No Caminho!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Tempo para um tributo


Olá pessoal!
Vou dar um tempo na minha série de posts sobre "Verdades e Mitos sobre a igreja" para escrever um tributo. Um tributo ao meu querido pai e amigo: Jessé.

Meu pai faleceu neste sábado, 29/05/2010, a uma semana de meu aniversário, e não resta dúvida de que este será o aniversário mais triste que já tive até hoje. Mas, o que eu poderia dizer sobre meu querido pai?

Acho que a melhor palavra para descrevê-lo seria "indomável". Sua história foi marcada por muitos momentos de dores, frustrações, alegrias e realizações. São tantas as cenas em minha mente! Há tanto para escrever. Meu pai era firme em suas convicções, mas doce em seu amor. Muito carinhoso, extremamente calmo, embora interiorizasse muitos de seus sentimentos. Desde muito cedo saiu para encarar a vida. Foi um lutador, e um vencedor, nunca teve medo de arriscar, e muitas pessoas não foram capazes de compreendê-lo. Extremamente eficiente no que fazia, determinado e disciplinado.
Com meu pai eu aprendi o sentido da expressão "nunca é tarde para começar", depois de maduro, após seus 40 anos, encarou uma faculdade de Direito e se formou.
Com ele aprendi o sentido da palavra disciplina. Eu acordava cedo par ir treinar e ele já estava de pé, café feito, sentado a mesa da cozinha, estudando, para depois sair para trabalhar, e do trabalho ia direto para a faculdade. Sempre foi muito caprichoso em seu trabalho, fazendo o melhor. Sempre foi muito generoso com tudo o que tinha. Em épocas de "vacas gordas" adorava levar os filhos para fazer a despesa do mês. Eram vários carrinhos, pelo menos 3, cheios. Sempre muito exagerado em tudo o que fazia.
Mas, o que mais me chamava a atenção nele nestes últimos anos era seu carinho para com minha mãe, para comigo, Susy e meus filhos. Seu amor e compromisso com Jesus Cristo era refletido em seu cuidado para com nossa família. Era difícil ver meu pai chorar, mas no último ano ele andava bastante quebrantado, sempre muito emotivo.

Meu querido pai. Sei que estás com o Senhor Jesus e sei que um dia vamos nos reencontrar. Lamento tanto por não ter dado mais valor ao tempo que poderíamos ter passado juntos. Lamento tanto por correr com tantas coisas, e usar tão pouco de meu tempo com o senhor. Mas eu o amo, e sei que o senhor sabe disto, pois não perdi a oportunidade de dizer isto ao senhor muitas e muitas vezes neste ano que passou.

Gostaria de tê-lo aqui comigo, pessoalmente, mas nosso Soberano e Amoroso Deus, entendeu que o melhor seria ter o Senhor ai com ele. Sou grato. Todas as minhas lembranças do senhor sempre serão de gratidão e ternura. Fico com a missão de cuidar do melhor modo que eu puder de minha mãe.

Obrigado por quem o senhor foi, obrigado pelo que me ensinou, obrigado pelo que me fez ser.

Seu filho, com eterno amor e no Caminho, até que nos encontremos.