A palavra evangélico tem sua raiz na palavra evangelho. Evangélico, portanto, é a pessoa que crê, luta e se submete a fé que provem do Evangelho.
No entanto, quando ouço a palavra "evangélico" hoje em dia não é este o conteúdo da mesma. A palavra "evangélico" no ocidente hoje tem o sentido de gente má formada, de má vontade, crítica, intolerante, que sabe exigir as coisas para si, mas que não sabe dar o que exige para si à outros.
A palavra "evangélico" hoje diz respeito a gente que se vende aos valores do mundo, que buscam seu prazer e significado nas mesmas coisas que todos outros que não conhecem o Evangelho buscam: dinheiro, poder, prazer, entretenimento.
A palavra "evangélico" hoje nos reporta a músicos sovinas, que deixaram a muito de serem adoradores para se transformarem em astros do Show global "Promessas", ganhando altos caches, se portando com arrogância e se achando muito especiais diante das demais pessoas.
A palavra "evangélico" hoje é usada por "pastores" que se acham corretos em acumular fortunas para si (não tenho nada contra se ter uma boa vida, mas tudo contra usar argumentos distorcidos da Bíblia para se chagar a isso), e se justificam com argumentos que são baseados nos pressupostos da filosofia capitalista, ou como diz um amigo querido "capetalista", ao invés de se renderem aos valores do Reino de Deus.
A palavra "evangélico" hoje é sinônimo de gente que luta mais pelo poder terreno do que pelo poder do Reino. Gente que não pensa duas vezes em como distorcer o que você fala ou escreve, para justificar seu fanatismo denominacionalista e sua sede de poder.
A palavra "evangélico" hoje refere-se a pessoas que não tem compaixão, não sabem praticar o sentido do perdão, e que anseiam por vingança caso se sintam ofendidas por alguém.
A palavra "evangélico" hoje fala de gente que não tem brilho nos olhos, não respira o Reino, vive desanimada, vive a procura de lugares, reuniões e pessoas que possam tirar a apatia de suas vidas, por não reconhecerem que esta apatia é fruto da falta de buscar em primeiro lugar o Reino de Deus em suas vidas.
A palavra "evangélico" hoje expressa de um lado um grupo de pessoas cheias de farisaísmo e de esquisitices e de outro de gente sem caráter, sem ética, sem compromisso de santidade e humildade.
A palavra "evangélico" hoje expressa a realidade da vida de pessoas que querem prosperidade, conforto, entretenimento e um Deus que realize todas as coisas para elas.
É por estas e muitas outras coisas que cheguei a conclusão, depois de muito pensar, que não quero e não sou "evangélico".
Sou imperfeito, falho e limitado. Contudo, sou apaixonado pelo Reino de Deus. Entendo que o único significado que me mantém vivo neste mundo é entender que eu vivo para aquele que por mim morreu e ressuscitou.
Vivo para, vivo por e vivo no Evangelho! E é ai que quero continuar. Assim, não posso mais ser "evangélico". Sei que sou um seguidor de Jesus Cristo, sei que sou seu discípulo, sei que acredito na Igreja como o povo de Deus em missão no mundo.
Contudo, não acredito em um sistema que se vende aos valores do presente século, não posso mais compactuar com o mesmo nome que tem sido usado para expressar realidades tão contrárias ao Evangelho.
Sou discípulo de Jesus Cristo, tenho uma fé Reformada, tenho uma vida carismática, tenho um compromisso missional; mas não sou mais "evangélico".
Pronto!
No Caminho,
P.S. Sei que muitos irão criticar isso.... É óbvio que estou generalizando o termo, mas infelizmente é o que tenho visto cada vez mais.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
sábado, 29 de dezembro de 2012
Reflexões de mais um ano que termina
Olá pessoal!
E estamos chegando ao final de 2012.
Esse foi um ano emblemático, risos.....
Foi um ano em que muitos viveram, ainda que na brincadeira, muito da expectativa do tão temido "fim do mundo". Mas aqui estamos e nosso mundo não terminou. Não terminou, mas vai terminar. Vai terminar porque ele não era para ser assim.
Quando Deus criou o mundo, o fez bom e perfeito, para que nós, que fomos criados a imagem e semelhança de Deus pudéssemos viver nele e cuidar de seu desenvolvimento. No entanto, tomamos uma decisão, e continuamos tomando, que trouxe caos a criação boa e perfeita de Deus.
A decisão de querer viver a vida, conduzi-la, lidera-la, sem a submissão e dependência da liderança amorosa de Deus é o que trouxe e continua a trazer todo o mal para nosso mundo. Seja em nossos relacionamentos, seja na maneira como lidamos com a criação, seja em como cuidamos de nossa própria vida.
E é por isso que esse nosso mundo vai terminar! Vai terminar, porque Deus escolheu nos amar e nos perdoar, trazendo de volta para ele todos aqueles que arrependidos da decisão de se afastarem dele, retornam, humildes e dependentes do que Jesus Cristo fez em nosso favor, com sua vida, morte e ressurreição.
Vai terminar, porque Deis não criou o ser humano e o mundo para viverem se destruindo, se matando, tomados de medo e enfermidades. Deus nos criou para um mundo bom e perfeito, um mundo que ele estará trazendo de volta a medida que vidas vão se submetendo ao governo de Jesus Cristo.
Para que haja um mundo bom e perfeito, Deus terá que banir tudo aquilo e todos aqueles que insistirem em serem rebeldes ao amor gracioso que Deus nos oferece em Jesus Cristo. Portanto, nosso mundo vai chegar a um fim, mas esse fim será uma renovação de todas as coisas, para que então, os justificados em Jesus Cristo, herdem a terra.
Até que esse dia chegue, vamos continuar tendo tarde e manhã, vamos continuar tendo inverno e verão, vamos continuar, terminando anos e começando anos. Portanto, é de suma importância que saibamos viver, e bem, cada dia de nossa existência.
O ano de 2012 está chegando ao fim e com ele reflito sobre minha própria existência:
1. Nesse ano eu desejei amar mais a Deus, servi-lo melhor, honrá-lo, mas meus avanços foram muito tímidos.
2. Nesse ano eu desejei acertar com todos aqueles com quem me relacionei, mas errei com muitos, e constatei, mais uma vez, que as pessoas, principalmente aquelas que já conhecem o Evangelho, não sabem lidar com a graça, com o perdão, e com gente que é como eu, profundamente imperfeita.
3. Nesse ano eu cresci em amor e em intimidade com aquela que é o maior presente de Deus para minha vida, Susy Mauren. Você é a mulher mais maravilhosa que um homem poderia querer ao seu lado.
4. Nesse ano, vi meus filhos amadurecendo, se tornando homens, crescendo espiritualmente, assumindo seu lugar na sociedade e no Reino de Deus. Vi Deus presente na vida deles. Não há maior alegria para um pai do que ver que seus filhos andam na verdade. Reisy, Yuri e Hesley, amo vocês. E me orgulho dos homens em quem vocês estão se tornando.
5. Esse ano recebi mais uma "filha" em minha família, Camila. Minha primeira "nora". Oro para que realmente o relacionamento entre você Camila e o Reisy, cresça em santidade e intimidade. Que Deus abençoe vocês e os torne em um casal cheio da presença dele.
6. Esse ano me alegrei com a formatura de meu filho Yuri. Fez um trabalho e tanto, será um profissional brilhante, mas acima de tudo um discípulo autêntico de Jesus Cristo.
7. Esse ano, meu caçula, Hesley, amarrou a faixa roxa de Karatê na cintura. Está ficando muito forte, mas o que mais me alegra é que ele já é um faixa preta de Jesus Cristo. Um menino apaixonado por Deus e pela missão de fazer discípulos onde ele se encontra.
8. Esse ano me alegrei com pessoas que foram alcançadas e discipuladas pelo ministério da CPV. Um ano onde me alegrei com muita gente que chegou, mas me entristeci com muitos que partiram, principalmente com aqueles que o fizeram por não conseguir perdoar, por aqueles que não compreendem o quanto são tão carentes da graça de Deus, como aqueles que julgam e condenam por seus erros.
9. Esse ano me alegrei por ver jovens a procura de um Karatê que se perdeu. É bom saber que ainda existem pessoas que querem conhecer o Karatê budô que conheci um dia. Alegrei-me por poder continuar treinando e por caminhar com amigos antigos e novos na arte das mãos vazias.
10. Esse ano meu coração continuou marcado pela perda de meu pai, pela tristeza de sua ausência, pelas dificuldades na vida de minha mãe. Mas, estou seguro de que a graça de Deus tem suprido todas essas realidades.
11. Esse ano sofri com amigos queridos que sofreram e continuam a sofrer com a rebelião e cegueira de seus filhos. Sigo orando para que Deus nos surpreenda com a graça salvadora em cada um desses casos.
12. Termino esse ano constatando que continuo sendo humano, muito humano. Constatando que o bem que quero fazer continua se desviando de mim, e que o mal que gostaria de evitar continua tendo domínio sobre meu coração. Termino esse ano consciente de como preciso continuar dependente do evangelho, ansioso pelo governo do Rei sobre toda minha vida, sobre as sombras do meu coração.
Termino 2012 com o profundo desejo de que 2013 seja o ano do retorno do Rei! Se for, espero ver você de joelhos, como espero estar, diante dele. Diante de Jesus Cristo, o Rei dos reis, e Senhor dos senhores.
Maranata!
No Caminho,
Ricardo Costa
E estamos chegando ao final de 2012.
Esse foi um ano emblemático, risos.....
Foi um ano em que muitos viveram, ainda que na brincadeira, muito da expectativa do tão temido "fim do mundo". Mas aqui estamos e nosso mundo não terminou. Não terminou, mas vai terminar. Vai terminar porque ele não era para ser assim.
Quando Deus criou o mundo, o fez bom e perfeito, para que nós, que fomos criados a imagem e semelhança de Deus pudéssemos viver nele e cuidar de seu desenvolvimento. No entanto, tomamos uma decisão, e continuamos tomando, que trouxe caos a criação boa e perfeita de Deus.
A decisão de querer viver a vida, conduzi-la, lidera-la, sem a submissão e dependência da liderança amorosa de Deus é o que trouxe e continua a trazer todo o mal para nosso mundo. Seja em nossos relacionamentos, seja na maneira como lidamos com a criação, seja em como cuidamos de nossa própria vida.
E é por isso que esse nosso mundo vai terminar! Vai terminar, porque Deus escolheu nos amar e nos perdoar, trazendo de volta para ele todos aqueles que arrependidos da decisão de se afastarem dele, retornam, humildes e dependentes do que Jesus Cristo fez em nosso favor, com sua vida, morte e ressurreição.
Vai terminar, porque Deis não criou o ser humano e o mundo para viverem se destruindo, se matando, tomados de medo e enfermidades. Deus nos criou para um mundo bom e perfeito, um mundo que ele estará trazendo de volta a medida que vidas vão se submetendo ao governo de Jesus Cristo.
Para que haja um mundo bom e perfeito, Deus terá que banir tudo aquilo e todos aqueles que insistirem em serem rebeldes ao amor gracioso que Deus nos oferece em Jesus Cristo. Portanto, nosso mundo vai chegar a um fim, mas esse fim será uma renovação de todas as coisas, para que então, os justificados em Jesus Cristo, herdem a terra.
Até que esse dia chegue, vamos continuar tendo tarde e manhã, vamos continuar tendo inverno e verão, vamos continuar, terminando anos e começando anos. Portanto, é de suma importância que saibamos viver, e bem, cada dia de nossa existência.
O ano de 2012 está chegando ao fim e com ele reflito sobre minha própria existência:
1. Nesse ano eu desejei amar mais a Deus, servi-lo melhor, honrá-lo, mas meus avanços foram muito tímidos.
2. Nesse ano eu desejei acertar com todos aqueles com quem me relacionei, mas errei com muitos, e constatei, mais uma vez, que as pessoas, principalmente aquelas que já conhecem o Evangelho, não sabem lidar com a graça, com o perdão, e com gente que é como eu, profundamente imperfeita.
3. Nesse ano eu cresci em amor e em intimidade com aquela que é o maior presente de Deus para minha vida, Susy Mauren. Você é a mulher mais maravilhosa que um homem poderia querer ao seu lado.
4. Nesse ano, vi meus filhos amadurecendo, se tornando homens, crescendo espiritualmente, assumindo seu lugar na sociedade e no Reino de Deus. Vi Deus presente na vida deles. Não há maior alegria para um pai do que ver que seus filhos andam na verdade. Reisy, Yuri e Hesley, amo vocês. E me orgulho dos homens em quem vocês estão se tornando.
5. Esse ano recebi mais uma "filha" em minha família, Camila. Minha primeira "nora". Oro para que realmente o relacionamento entre você Camila e o Reisy, cresça em santidade e intimidade. Que Deus abençoe vocês e os torne em um casal cheio da presença dele.
6. Esse ano me alegrei com a formatura de meu filho Yuri. Fez um trabalho e tanto, será um profissional brilhante, mas acima de tudo um discípulo autêntico de Jesus Cristo.
7. Esse ano, meu caçula, Hesley, amarrou a faixa roxa de Karatê na cintura. Está ficando muito forte, mas o que mais me alegra é que ele já é um faixa preta de Jesus Cristo. Um menino apaixonado por Deus e pela missão de fazer discípulos onde ele se encontra.
8. Esse ano me alegrei com pessoas que foram alcançadas e discipuladas pelo ministério da CPV. Um ano onde me alegrei com muita gente que chegou, mas me entristeci com muitos que partiram, principalmente com aqueles que o fizeram por não conseguir perdoar, por aqueles que não compreendem o quanto são tão carentes da graça de Deus, como aqueles que julgam e condenam por seus erros.
9. Esse ano me alegrei por ver jovens a procura de um Karatê que se perdeu. É bom saber que ainda existem pessoas que querem conhecer o Karatê budô que conheci um dia. Alegrei-me por poder continuar treinando e por caminhar com amigos antigos e novos na arte das mãos vazias.
10. Esse ano meu coração continuou marcado pela perda de meu pai, pela tristeza de sua ausência, pelas dificuldades na vida de minha mãe. Mas, estou seguro de que a graça de Deus tem suprido todas essas realidades.
11. Esse ano sofri com amigos queridos que sofreram e continuam a sofrer com a rebelião e cegueira de seus filhos. Sigo orando para que Deus nos surpreenda com a graça salvadora em cada um desses casos.
12. Termino esse ano constatando que continuo sendo humano, muito humano. Constatando que o bem que quero fazer continua se desviando de mim, e que o mal que gostaria de evitar continua tendo domínio sobre meu coração. Termino esse ano consciente de como preciso continuar dependente do evangelho, ansioso pelo governo do Rei sobre toda minha vida, sobre as sombras do meu coração.
Termino 2012 com o profundo desejo de que 2013 seja o ano do retorno do Rei! Se for, espero ver você de joelhos, como espero estar, diante dele. Diante de Jesus Cristo, o Rei dos reis, e Senhor dos senhores.
Maranata!
No Caminho,
Ricardo Costa
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Pessoas
Olá pessoal!
Aqui estou novamente para refletir um pouco com vocês. Estamos chegando ao final de mais um ano. Não sei como foi seu ano, mas o meu ano foi muito intenso e muito desgastante. E o principal motivo de meu cansaço são as pessoas.
Estive refletindo nisso essa semana que passou, em oração, e algumas percepções vieram ao meu coração, acredito que trazidas pelo Espírito Santo de Deus. Por que as pessoas nos desgastam? Ou melhor, porque nos sentimos desgastados pelas pessoas?
Primeiramente porque todos nós, sem nenhuma exceção estamos influenciados pela realidade de um mundo que se desconectou de Deus. Deus é a fonte de todo relacionamento perfeito e uma vez que nos desconectamos dele, então, nossos relacionamentos não são perfeitos.
Isso me leva para uma segunda questão! Se em Jesus Cristo fomos reconciliados com Deus, então, por que ainda temos relacionamentos conflituosos? Porque a reconciliação com Deus precisa ser estendida em reconciliação uns para com os outros, para que se torne efetiva no plano existencial.
O problema é que cada um de nós está sempre olhando para o que o outro fez de errado, o que o outro fez de mau, como o outro não nos acolheu, não nos perdoou, não nos amou, etc. A questão aqui é que existe uma reciproca completamente verdadeira. Se os outros falham conosco, e falham; nós também falhamos com os outros.
Se falhamos porque somos limitados, influenciados ainda por decisões que não estão completamente rendidas a Jesus Cristo, porque ainda somos seres imperfeitos que caminham para a perfeição, os outros falham conosco pelos mesmos motivos.
Isso inclui também a incapacidade que as pessoas tem de perdoar. Não quero diminuir o peso disso, pois Jesus Cristo deixa claro em Mateus 18, que se não perdoamos de coração aquele irmão que falha conosco, seremos entregues por Deus a situações que nos angustiarão, até que paguemos a divida do perdão, ou seja, estejamos dispostos a perdoar.
Contudo, é preciso que reconheçamos que as pessoas, isso inclui todos nós, tem dificuldades em perdoar porque não são perfeitas, sendo assim, precisam ser ensinadas e precisam escolher andar de conformidade com aquilo que lhes foi ensinado.
Vou caminhando para o final de meu ano com a certeza de que terei um novo ano, onde continuarei tendo muitos problemas com as pessoas, porque elas querem que eu seja o que não sou, querem que eu satisfaça aquilo que só Jesus Cristo pode satisfazer, querem que eu não erre com elas, mas esquecem de quanto erram comigo.
E, lembre-se! Continuarei tendo problemas porque o reverso disso tudo é verdadeiro. Tudo isso se aplica a mim também. Mas o que para mim é mais animador é saber que aquele que não vive esse reverso, resolveu me amar e perdoar. E me deu poder para amar e perdoar.
E é isso que vou continuar escolhendo para lidar com as pessoas.
Até ano que vem!!!!!!
Aqui estou novamente para refletir um pouco com vocês. Estamos chegando ao final de mais um ano. Não sei como foi seu ano, mas o meu ano foi muito intenso e muito desgastante. E o principal motivo de meu cansaço são as pessoas.
Estive refletindo nisso essa semana que passou, em oração, e algumas percepções vieram ao meu coração, acredito que trazidas pelo Espírito Santo de Deus. Por que as pessoas nos desgastam? Ou melhor, porque nos sentimos desgastados pelas pessoas?
Primeiramente porque todos nós, sem nenhuma exceção estamos influenciados pela realidade de um mundo que se desconectou de Deus. Deus é a fonte de todo relacionamento perfeito e uma vez que nos desconectamos dele, então, nossos relacionamentos não são perfeitos.
Isso me leva para uma segunda questão! Se em Jesus Cristo fomos reconciliados com Deus, então, por que ainda temos relacionamentos conflituosos? Porque a reconciliação com Deus precisa ser estendida em reconciliação uns para com os outros, para que se torne efetiva no plano existencial.
O problema é que cada um de nós está sempre olhando para o que o outro fez de errado, o que o outro fez de mau, como o outro não nos acolheu, não nos perdoou, não nos amou, etc. A questão aqui é que existe uma reciproca completamente verdadeira. Se os outros falham conosco, e falham; nós também falhamos com os outros.
Se falhamos porque somos limitados, influenciados ainda por decisões que não estão completamente rendidas a Jesus Cristo, porque ainda somos seres imperfeitos que caminham para a perfeição, os outros falham conosco pelos mesmos motivos.
Isso inclui também a incapacidade que as pessoas tem de perdoar. Não quero diminuir o peso disso, pois Jesus Cristo deixa claro em Mateus 18, que se não perdoamos de coração aquele irmão que falha conosco, seremos entregues por Deus a situações que nos angustiarão, até que paguemos a divida do perdão, ou seja, estejamos dispostos a perdoar.
Contudo, é preciso que reconheçamos que as pessoas, isso inclui todos nós, tem dificuldades em perdoar porque não são perfeitas, sendo assim, precisam ser ensinadas e precisam escolher andar de conformidade com aquilo que lhes foi ensinado.
Vou caminhando para o final de meu ano com a certeza de que terei um novo ano, onde continuarei tendo muitos problemas com as pessoas, porque elas querem que eu seja o que não sou, querem que eu satisfaça aquilo que só Jesus Cristo pode satisfazer, querem que eu não erre com elas, mas esquecem de quanto erram comigo.
E, lembre-se! Continuarei tendo problemas porque o reverso disso tudo é verdadeiro. Tudo isso se aplica a mim também. Mas o que para mim é mais animador é saber que aquele que não vive esse reverso, resolveu me amar e perdoar. E me deu poder para amar e perdoar.
E é isso que vou continuar escolhendo para lidar com as pessoas.
Até ano que vem!!!!!!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
UMA VIDA MISSIONAL
Existem palavras que começam a ser usadas por nós com o objetivo de desenvolver ou de dar clareza a um conceito. No entanto, com o passar do tempo, a palavra se transforma em um termo da moda e ai muita gente começa a usar, mas o conceito que a palavra expressava já não está mais presente na vida de muitos.
É minha opinião que isso tem acontecido com o termo "missional". A palavra começou a ser usada a fim de expressar o conceito de uma vida vivida em completo engajamento com a missão que Jesus Cristo nos outorgou, mas tenho visto que muitas pessoas tornaram o termo em uma palavra que ser refere a algumas atividades que uma igreja precisa realizar.
Veja bem, eu não sou contrário ao fato de que uma igreja local realize algumas ações em conjunto, mas essa não é a essência de ser missional. Em minha opinião isso deve ser feito para ajudar os cristãos no processo de treinamento, mas se começarmos a tomar a palavra missional para simplesmente fazer referência a algumas ações que a igreja executa em seu calendário de atividades, mais uma vez estaremos cometendo o mesmo erro que há tempos temos cometido como igreja. O erro de tornar a missão em uma programação, atividade ou evento.
Ser missional significa ser uma pessoa que tem a missão como parte de seu estilo de vida. O grande alvo de uma igreja missional é ver cada um de seus membros como autênticos seguidores de Jesus Cristo, que estão engajados em viver a missão em seu dia-a-dia.
Quero dar 8 dicas de como isso pode ser feito. Essas dicas são orientações que muitos pastores missionais têm dado, à luz do que vemos acontecendo no ministério de Jesus Cristo e seus primeiros seguidores. Que fique claro que não são dicas de atividades da igreja, não são sugestões de programações para a igreja. São ações pessoais que podem e devem ser implementadas por cada um de nós como seguidores de Jesus Cristo em missão no mundo. Seguirei a ordem apresentada pelo Pr Jonathan Dodson. Outra coisa que precisa ficar claro é que essas dicas não são exclusivas e nem exaustivas, mas são pertinentes.
Vamos lá!
1. Como com não cristãos.
Quando você sair para comer fora, procure sentar próximo de não cristãos que estejam na lanchonete, sorveteria, cafeteria, etc. Se você for uma pessoa mais extrovertida pode até mesmo pensar em sentar em uma pesa que esteja sendo ocupada por algum não cristão que está sozinho. Faça um jantar ou convide seus vizinhos para uma pizza em sua casa, convide amigos não cristãos do seu trabalho para comer em sua casa, ou tomarem um café juntos.
2. Caminhe, não dirija.
Quando você sair pelo seu bairro para ir a um supermercado, uma padaria, uma banca de jornal, loja, etc; se for próximo procure fazer isso a pé. Sorria para as pessoas que cruzarem com você pela rua, cumprimente-as, de um bom dia ou boa tarde. Se há um parque ou área de caminhada próximo a sua casa, vá fazer caminhada, leve as criança para passear, vá passear com seu cachorro. Converse com as pessoas, ore por elas, ouça-as.
3. Seja regular.
Procure intencionalmente frequentar sempre os mesmos lugares e se puder sempre na mesma hora. Por exemplo, coloque gasolina sempre no mesmo posto e sempre no mesmo período, vá sempre a mesma cafeteria, ou restaurante, ou pizzaria. Tente ir sempre nos mesmos dias da semana, ou do mês. Seja simpático, cumprimente as pessoas que estiverem servindo você, pergunte pelo nome delas. Com o passar do tempo você vai ganhar intimidade, ai pergunte pela vida da pessoa, procure conhece-la, ore por ela. Ouça-a, dê-lhe livros, cds, etc de presente.
4. Desenvolva seu hobby com não cristãos.
Vá a uma academia, comece a aprender jogar tênis, ou uma arte marcial, violão, pintura, artesanato. Aprenda jardinagem, entre em uma escola de idiomas, mas faça isso em lugares onde hajam não cristãos. Seja simpático, compartilhe sobre sua vida, ouça-os sobre a vida deles, ore por eles.
5. Converse com seus colegas de trabalho.
Após o expediente ou em horários de intervalos, não fique em seu canto, seja no trabalho ou na escola, junte-se a seus colegas não cristãos, escute-os, identifique seus dramas, seus problemas, a visão de vida e de mundo que eles tem, seus medos e esperanças. Seja intencional, puxe assuntos sobre espiritualidade, sobre a visão que eles tem de Deus e da vida. Ore por eles. A medida que ficar sabendo de problemas que eles tem, diga que estará orando por eles, compartilhe sobre ações de Deus na sua vida.
6. Seja voluntário.
Procure descobrir alguma atividade que esteja sendo exercida em sua cidade, no seu bairro, algum projeto que a prefeitura ou a sociedade do bairro está fazendo, e seja um voluntário. Dê um sábado por mês para servir ou ajudar em algum projeto, em uma creche, asilo, casa de repouso, projeto de esporte no bairro. Envolva-se com ações de sustentabilidade em seu bairro e cidade.
7. Participe de eventos da cidade.
Vá a festas que sejam promovidas pela Cidade. Eventos especiais de aniversário da Cidade, alguma data especial de comemoração, desfile. Estude a cultura da cidade e participe missionalmente. Puxe conversa, desenvolva relacionamentos redentivos.
8. Sirva seus vizinhos.
Observe as necessidades de seus vizinhos e ajude-os. Ajude um vizinho a concertar o carro, a tirar o lixo de diante de sua calçada, a pintar a casa, a descarregar algum material que ele esteja descarregando. Veja com a polícia, guarda municipal, corpo de bombeiros, se existe algo que você possa fazer por eles. Seja um amigo da escola de seus filhos. Seja criativo, há muito que se pode fazer para ajudar as pessoas.
Como disse, essas não são dicas de programações para a igreja, são orientações para um viver missional. O mais importante nisso tudo é que cada um de nós como discípulos de Jesus Cristo estejamos comprometidos pessoalmente com um viver missional, com dar de nosso tempo e atenção para não-cristãos. Ser intencional em nossos relacionamentos, e buscarmos relacionamentos redentivos, orando pelas pessoas, servindo-as e compartilhando o evangelho com elas de modo natural a medida que as portas vão se abrindo.
Bem é isso ai!
Seja missional!
É minha opinião que isso tem acontecido com o termo "missional". A palavra começou a ser usada a fim de expressar o conceito de uma vida vivida em completo engajamento com a missão que Jesus Cristo nos outorgou, mas tenho visto que muitas pessoas tornaram o termo em uma palavra que ser refere a algumas atividades que uma igreja precisa realizar.
Veja bem, eu não sou contrário ao fato de que uma igreja local realize algumas ações em conjunto, mas essa não é a essência de ser missional. Em minha opinião isso deve ser feito para ajudar os cristãos no processo de treinamento, mas se começarmos a tomar a palavra missional para simplesmente fazer referência a algumas ações que a igreja executa em seu calendário de atividades, mais uma vez estaremos cometendo o mesmo erro que há tempos temos cometido como igreja. O erro de tornar a missão em uma programação, atividade ou evento.
Ser missional significa ser uma pessoa que tem a missão como parte de seu estilo de vida. O grande alvo de uma igreja missional é ver cada um de seus membros como autênticos seguidores de Jesus Cristo, que estão engajados em viver a missão em seu dia-a-dia.
Quero dar 8 dicas de como isso pode ser feito. Essas dicas são orientações que muitos pastores missionais têm dado, à luz do que vemos acontecendo no ministério de Jesus Cristo e seus primeiros seguidores. Que fique claro que não são dicas de atividades da igreja, não são sugestões de programações para a igreja. São ações pessoais que podem e devem ser implementadas por cada um de nós como seguidores de Jesus Cristo em missão no mundo. Seguirei a ordem apresentada pelo Pr Jonathan Dodson. Outra coisa que precisa ficar claro é que essas dicas não são exclusivas e nem exaustivas, mas são pertinentes.
Vamos lá!
1. Como com não cristãos.
Quando você sair para comer fora, procure sentar próximo de não cristãos que estejam na lanchonete, sorveteria, cafeteria, etc. Se você for uma pessoa mais extrovertida pode até mesmo pensar em sentar em uma pesa que esteja sendo ocupada por algum não cristão que está sozinho. Faça um jantar ou convide seus vizinhos para uma pizza em sua casa, convide amigos não cristãos do seu trabalho para comer em sua casa, ou tomarem um café juntos.
2. Caminhe, não dirija.
Quando você sair pelo seu bairro para ir a um supermercado, uma padaria, uma banca de jornal, loja, etc; se for próximo procure fazer isso a pé. Sorria para as pessoas que cruzarem com você pela rua, cumprimente-as, de um bom dia ou boa tarde. Se há um parque ou área de caminhada próximo a sua casa, vá fazer caminhada, leve as criança para passear, vá passear com seu cachorro. Converse com as pessoas, ore por elas, ouça-as.
3. Seja regular.
Procure intencionalmente frequentar sempre os mesmos lugares e se puder sempre na mesma hora. Por exemplo, coloque gasolina sempre no mesmo posto e sempre no mesmo período, vá sempre a mesma cafeteria, ou restaurante, ou pizzaria. Tente ir sempre nos mesmos dias da semana, ou do mês. Seja simpático, cumprimente as pessoas que estiverem servindo você, pergunte pelo nome delas. Com o passar do tempo você vai ganhar intimidade, ai pergunte pela vida da pessoa, procure conhece-la, ore por ela. Ouça-a, dê-lhe livros, cds, etc de presente.
4. Desenvolva seu hobby com não cristãos.
Vá a uma academia, comece a aprender jogar tênis, ou uma arte marcial, violão, pintura, artesanato. Aprenda jardinagem, entre em uma escola de idiomas, mas faça isso em lugares onde hajam não cristãos. Seja simpático, compartilhe sobre sua vida, ouça-os sobre a vida deles, ore por eles.
5. Converse com seus colegas de trabalho.
Após o expediente ou em horários de intervalos, não fique em seu canto, seja no trabalho ou na escola, junte-se a seus colegas não cristãos, escute-os, identifique seus dramas, seus problemas, a visão de vida e de mundo que eles tem, seus medos e esperanças. Seja intencional, puxe assuntos sobre espiritualidade, sobre a visão que eles tem de Deus e da vida. Ore por eles. A medida que ficar sabendo de problemas que eles tem, diga que estará orando por eles, compartilhe sobre ações de Deus na sua vida.
6. Seja voluntário.
Procure descobrir alguma atividade que esteja sendo exercida em sua cidade, no seu bairro, algum projeto que a prefeitura ou a sociedade do bairro está fazendo, e seja um voluntário. Dê um sábado por mês para servir ou ajudar em algum projeto, em uma creche, asilo, casa de repouso, projeto de esporte no bairro. Envolva-se com ações de sustentabilidade em seu bairro e cidade.
7. Participe de eventos da cidade.
Vá a festas que sejam promovidas pela Cidade. Eventos especiais de aniversário da Cidade, alguma data especial de comemoração, desfile. Estude a cultura da cidade e participe missionalmente. Puxe conversa, desenvolva relacionamentos redentivos.
8. Sirva seus vizinhos.
Observe as necessidades de seus vizinhos e ajude-os. Ajude um vizinho a concertar o carro, a tirar o lixo de diante de sua calçada, a pintar a casa, a descarregar algum material que ele esteja descarregando. Veja com a polícia, guarda municipal, corpo de bombeiros, se existe algo que você possa fazer por eles. Seja um amigo da escola de seus filhos. Seja criativo, há muito que se pode fazer para ajudar as pessoas.
Como disse, essas não são dicas de programações para a igreja, são orientações para um viver missional. O mais importante nisso tudo é que cada um de nós como discípulos de Jesus Cristo estejamos comprometidos pessoalmente com um viver missional, com dar de nosso tempo e atenção para não-cristãos. Ser intencional em nossos relacionamentos, e buscarmos relacionamentos redentivos, orando pelas pessoas, servindo-as e compartilhando o evangelho com elas de modo natural a medida que as portas vão se abrindo.
Bem é isso ai!
Seja missional!
terça-feira, 27 de novembro de 2012
O Jesus da Bíblia
Olá pessoal!
Faz tempo que não escrevo em meu blog, às vezes penso até em fecha-lo, mas o fato é que existem textos e reflexões que quero compartilhar que só cabem bem aqui mesmo.
Quero deixar registrado aqui uma realidade, um fato, concernente ao Deus que é revelado por Jesus Cristo, na Bíblia.
Jesus não é um cara bonzinho, bacana, boa praça. Na cultura da galiléia e judéia do primeiro século onde os Evangelhos foram escritos, Jesus assumiu a figura de um Rabino Judeu. Ele ao contrário dos demais rabinos era misericordioso para com todos, amoroso e gracioso. Mas é muito importante entendermos o que isso significa para Jesus Cristo, conforme revelado nas Escrituras e não dar a esses termos o conteúdo que pretendemos ou que nossa cultura contemporânea dá.
Veja bem, a Bíblia toda trata a respeito de Jesus Cristo. Isso porque toda a Bíblia diz respeito ao fato do ser humano, que fora criado bom e perfeito, em um mundo bom e perfeito, ter se rebelado contra a vida que tinha na relação com o Deus bom e perfeito, e o fato de que essa rebelião trouxe caos a tudo que Deus criara bom e perfeito.
A partir dai, a narrativa bíblica se concentra no fato de existir uma humanidade desconectada e disforme e em Deus que, apesar disso, decide entrar em nossa história e vida com sua graça salvadora, conduzindo todo um processo para que ele próprio, na pessoa de seu Filho entrasse em nosso mundo como um ser humano. Deus fez isso se tornando no homem Jesus Cristo.
Deus como Homem, em Jesus Cristo, então, vive entre nós para nos mostrar como seria nossa vida se não tivéssemos nos desligado de Deus. Mas ao fazer isso ele também traz consigo a restauração do domínio e governo de Deus sobre todas as coisas, seu Reino, começando a exercer isso sobre a vida de cada ser humano que se rende a ele.
Diante disso, então, precisamos entender que o Jesus da Bíblia, que é o Deus Santo e Eterno, em forma de ser humano, com amor, misericórdia e graça, acolhe os pecadores: prostitutas, mulheres sedutoras, mulheres manipuladoras, mulheres com suas compulsões, ladrões, e homens de negócio que se tornam soberbos e orgulhosos pelo seu sucesso, crianças e velhos, jovens e adultos. Ele acolhe o homossexual, o depravado, o viciado, o religioso, etc.
Contudo, Jesus não nos acolhe, em sua graça, misericórdia, amor e perdão, para nos deixar continuando a viver como queremos. Ele nos acolhe para nos transformar e nos colocar novamente em dependência e submissão ao governo de Deus sobre nossa vida.
Então que fique bem claro, que se alguém afirma que crê em Jesus Cristo, e esse "Jesus Cristo" for de fato o Jesus Cristo que a Bíblia revela, esta pessoa está dizendo que crê que:
1. Jesus recebe com amor, graça, misericórdia e perdão um viciado para libertá-lo do seu vício as drogas e compulsões, sejam elas quais forem, para uma vida de serviço diligente ao próximo.
2. Jesus recebe homens e mulheres estressados, medrosos, depressivos, para renová-los e torná-los pessoas cheias de alegria em poder viver uma vida voltada para o outro, socorrendo pessoas, construindo uma vida cheia de esperança e significado.
3. Jesus recebe com amor, graça, misericórdia e perdão a homossexuais (masculinos e femininos) para transformar sua distorção sexual em uma sexualidade sadia, que pode não incluir um casamento com o sexo oposto, mas que certamente os levará a uma vida de celibato alegre, pois não vão querer se envolver com pessoas do mesmo sexo.
4. Jesus recebe religiosos com amor, graça, misericórdia e perdão, para os tirar de sua vida de hipocrisia e flagelo exigente, e lhes dar uma vida cheia de poder que é fruto de um relacionamento novo, significativo e diário com Deus.
5. Jesus recebe com graça, misericórdia, amor e perdão, a mim e a você, e a cada ser humano que quiser vir a ele, para então, nos libertar da escravidão do nosso egoísmo, que faz com que achemos que a vida tenha que existir para nós, e nos conduz a viver a nossa vida agora para ele.
O nome que a Bíblia dá a isso que Jesus Cristo faz é Reino de Deus! Ele já se iniciou na vida de todos aqueles que são autenticamentes discípulos, aprendizes de Jesus Cristo, daqueles que já se renderam ao seu governos amoroso e gracioso, que nos é estendido pelo Evangelho, que é a vida morte e ressurreição de Jesus Cristo por nós. E um dia esse Reino irá exercer seu domínio sobre todo o Universo.
Portanto, não se iluda! Jesus é amoroso, gracioso, misericordioso e perdoador. Contudo, ele não é esse cara bomzinho, como alguns querem que ele seja, deixando que cada um siga a sua vida como bem entende. Esse não é o Jesus Cristo que a Bíblia nos revela.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
As Três Perspectivas na Evangelização
Olá pessoal!
Quando falamos sobre evangelismo, precisamos nos lembrar de que existem pelo menos três perspectivas que se relacionam em termos de pessoas que estão envolvidas no processo.
1. Primeiro temos a pessoa que ainda não foi alcançada pela graça amorosa de Deus em Jesus Cristo. Estas são aquelas que se constituem no objetivo de nossa evangelização. Podem ser nossos amigos, cônjuge, parentes, companheiros de trabalho e estudo, entre outros.
Quanto a estes as Escrituras os descrevem como pessoas que estão mortas em seus delitos e pecados (Efésios 2.1-2), são cegadas espiritualmente por Satanás (2Coríntios 4.3-4), são ignorantes quanto as realidades espirituais (1Coríntios 2.14), estão perdidas como ovelhas sem pastor (Marcos 6.34), vivem apegadas ao presente século e amam o sistema do mundo caído (Tito 3.3).
Sobres estas pessoas nós precisamos nos lembrar de duas coisas pelo menos: A primeira é que a única diferença entre nós e eles é que a graça de Deus já nos alcançou e ainda não os alcançou, antes de respondermos ao evangelho éramos exatamente assim. A segunda é que vendo-os conforme a Bíblia os retrata (nossos parentes e amigos) nosso coração deve se encher de compaixão e disposição de nos relacionarmos com eles visando compartilhar o evangelho.
2. Segundo, temos Deus que está engajado neste processo da evangelelização. Na verdade Deus está agindo antes de nós em termos do evangelho, age conosco e continuará agindo depois de nós. Assim as Escrituras nos mostram que o Deus que se revela em Jesus Cristo é aquele que está sempre em busca do perdido.
A Bíblia nos diz que é o próprio Deus quem conduz as pessoas até Jesus Cristo para serem salvas (João 6.44), que é Ele quem nos dá nova vida (1Coríntios 3.6), usa da sua autoridade para capacitar a igreja a fazer discípulos (Mateus 28.18-19), deseja que toda a raça humana tenha a oportunidade da salvação (1Timóteo 2.3-4), que é o Espírito Santo quem convence as pessoas do pecado, justiça e juízo de Deus (João 16.8).
Isso mostra que só estamos envolvidos efetivamente com o trabalho de evangelização, porque o próprio Deus está em busca do perdido, é ele quem vem ao nosso encontro e nos oferece de sua graça e misericórdia através da pessoa de Jesus Cristo. Deus está o tempo todo em busca de pecadores para tranforma-los em filhos e filhas amados que o adorem em espírito e em verdade.
3. Terceiro, temos a igreja, os discípulos de Jesus Cristo, que se envolvem naquilo que o Senhor está fazendo em prol da salvação de outras pessoas. Deus tem nos dado o privilégio de participar com ele naquilo que está fazendo em favor da salvação de outras pessoas.
Por isso as Escrituras descreve os cristãos como santos, pessoas que já estão separadas em Jesus Cristo para os propósitos de Deus no evangelho (Colossenses 1.2), servos, pessoas que estão servindo a Deus na proclamação do evangelho (Atos 16.17), plantadores, pessoas que estão lançando a semente do evangelho na vida de outros (1Coríntios 3.5-6), trabalhadores da seara do Reino de Deus (Lucas 10.2), testemunhas de que Jesus Cristo está vivo (Atos 1.8), dependentes de Deus para o que estão fazendo (João 6.44)
Quanto a nossa atuação com Deus em prol de compartilhar o evangelho com aqueles que ainda não foram alcançados pela graça de Deus, devemos sempre nos lembrar de que nós trazemos Cristo as pessoas, e Deus, através do Espírito Santo, leva as pessoas a Cristo.
Será que podemos imaginar uma tarefa mais empolgante do que essa de compartilharmos com Deus a sua obra de redenção no mundo? Que o Senhor encha nosso coração de alegria e entusiasmo com essa tão sublime tarefa.
No Caminho,
Quando falamos sobre evangelismo, precisamos nos lembrar de que existem pelo menos três perspectivas que se relacionam em termos de pessoas que estão envolvidas no processo.
1. Primeiro temos a pessoa que ainda não foi alcançada pela graça amorosa de Deus em Jesus Cristo. Estas são aquelas que se constituem no objetivo de nossa evangelização. Podem ser nossos amigos, cônjuge, parentes, companheiros de trabalho e estudo, entre outros.
Quanto a estes as Escrituras os descrevem como pessoas que estão mortas em seus delitos e pecados (Efésios 2.1-2), são cegadas espiritualmente por Satanás (2Coríntios 4.3-4), são ignorantes quanto as realidades espirituais (1Coríntios 2.14), estão perdidas como ovelhas sem pastor (Marcos 6.34), vivem apegadas ao presente século e amam o sistema do mundo caído (Tito 3.3).
Sobres estas pessoas nós precisamos nos lembrar de duas coisas pelo menos: A primeira é que a única diferença entre nós e eles é que a graça de Deus já nos alcançou e ainda não os alcançou, antes de respondermos ao evangelho éramos exatamente assim. A segunda é que vendo-os conforme a Bíblia os retrata (nossos parentes e amigos) nosso coração deve se encher de compaixão e disposição de nos relacionarmos com eles visando compartilhar o evangelho.
2. Segundo, temos Deus que está engajado neste processo da evangelelização. Na verdade Deus está agindo antes de nós em termos do evangelho, age conosco e continuará agindo depois de nós. Assim as Escrituras nos mostram que o Deus que se revela em Jesus Cristo é aquele que está sempre em busca do perdido.
A Bíblia nos diz que é o próprio Deus quem conduz as pessoas até Jesus Cristo para serem salvas (João 6.44), que é Ele quem nos dá nova vida (1Coríntios 3.6), usa da sua autoridade para capacitar a igreja a fazer discípulos (Mateus 28.18-19), deseja que toda a raça humana tenha a oportunidade da salvação (1Timóteo 2.3-4), que é o Espírito Santo quem convence as pessoas do pecado, justiça e juízo de Deus (João 16.8).
Isso mostra que só estamos envolvidos efetivamente com o trabalho de evangelização, porque o próprio Deus está em busca do perdido, é ele quem vem ao nosso encontro e nos oferece de sua graça e misericórdia através da pessoa de Jesus Cristo. Deus está o tempo todo em busca de pecadores para tranforma-los em filhos e filhas amados que o adorem em espírito e em verdade.
3. Terceiro, temos a igreja, os discípulos de Jesus Cristo, que se envolvem naquilo que o Senhor está fazendo em prol da salvação de outras pessoas. Deus tem nos dado o privilégio de participar com ele naquilo que está fazendo em favor da salvação de outras pessoas.
Por isso as Escrituras descreve os cristãos como santos, pessoas que já estão separadas em Jesus Cristo para os propósitos de Deus no evangelho (Colossenses 1.2), servos, pessoas que estão servindo a Deus na proclamação do evangelho (Atos 16.17), plantadores, pessoas que estão lançando a semente do evangelho na vida de outros (1Coríntios 3.5-6), trabalhadores da seara do Reino de Deus (Lucas 10.2), testemunhas de que Jesus Cristo está vivo (Atos 1.8), dependentes de Deus para o que estão fazendo (João 6.44)
Quanto a nossa atuação com Deus em prol de compartilhar o evangelho com aqueles que ainda não foram alcançados pela graça de Deus, devemos sempre nos lembrar de que nós trazemos Cristo as pessoas, e Deus, através do Espírito Santo, leva as pessoas a Cristo.
Será que podemos imaginar uma tarefa mais empolgante do que essa de compartilharmos com Deus a sua obra de redenção no mundo? Que o Senhor encha nosso coração de alegria e entusiasmo com essa tão sublime tarefa.
No Caminho,
terça-feira, 10 de julho de 2012
Crescimento numérico
Olá pessoal!
Gostaria de refletir com vocês aqui o porque devemos ansiar, desejar, orar e trabalhar para que nossas igrejas cresçam. Como um pastor reformado, muitas vezes me deparei com o argumento para justificar o diminuto número de membros em nossa igreja que diz que não devemos nos preocupar com números, com o tamanho, mas com a qualidade. Veja bem, eu não estou fazendo aqui uma apologia a "megas-igrejas". Na verdade eu acredito que Deus tem o interesse de produzir tudo quanto é tipo de tamanhos de igrejas diferentes. Meu argumento aqui é em prol do crescimento, seja através da multiplicação de discípulos em uma igreja local, através da plantação de novas igrejas, através da apertura de novos campus (multilocais) onde o evangelho esteja sendo pregado. Acho que muitos pastores reformados usam essa história de "qualidade" como uma desculpa para não encarar a falta de paixão, ou falta de estratégias missionais para alcançar mais pessoas. Então, meus argumentos são os seguintes em prol da busca pelo crescimento numérico de nossas igrejas:
1. Números representam pessoas! E Deus é glorificado pela conversão de seus eleitos que estão desgarrados pelo mundo. O Senhor Jesus disse que Deus é glorificado pela abundância dos frutos em nossa vida, o que certamente, inclui vermos mais pessoas se tornando discípulos como nós somos discípulos.
2. Crescimento numérico significa que um maior número de pessoas renderam suas vidas ao governo de Jesus Cristo.
3. Crescimento numérico significa que há mais pessoas aprendendo a viver a vida a partir da vida de Jesus Cristo.
4. Crescimento numérico significa que haverão mais pessoas em nossas igrejas alcançando outras pessoas e servindo outras pessoas através do amor de Jesus Cristo.
5. Crescimento numérico significa que aumentará a base para que tenhamos mais líderes sendo formados para influenciarem o mundo com os valores do Reino de Deus.
6. Crescimento numérico significa mais recursos financeiros, de dons e talentos para o desenvolvimento de mais e novos ministérios e a plantação de mais igrejas.
É claro que os motivos que dou tem como fundamento minhas convicções teológicas e missionais de que a igreja é o povo de Deus em missão no mundo. Quando compartilho o que escrevi o faço convicto de minha fé no que a igreja deve ser e não no que muitos fazem com que ela seja.
Se nós acreditamos que Deus é realmente digno de ser adorado, que ele é glorificado por cada pessoa que se rende ao seu amor gracioso manifestado em Jesus Cristo, que cada cristão deve realmente ser loucamente apaixonado pelo Senhor e ter o seu Reino como a pérola de maior valor, então, será muito simples entender que o crescimento numérico de nossas igrejas é algo que deve acontecer para a glória de Deus.
No Caminho,
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